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O Sol na varanda, antes que a cidade acorde O código de cores da manhã, dará pista de um novo norte O passado é como um velho cometa, abandonado a sua própria sorte Se perguntarem, não se esqueça: Eu não vou voltar
Tenho andado tão estranha Diferente do que eu Costumava ser nos dias de abril Tenho andado tão distante de tudo Do seu mundo mudo Não sou mais como um vez você me viu
Está cansada de regar flores mortas E enfeitar o tédio Está cansada de ser concessão onde foi poder É preciso se reabilitar E chamar o amor-próprio de lar
Se um dia trouxe discos para tocar E chamar esse peito de lar Hoje, ela aí Não quer mais morar
O mundo dá voltas em torno de si Não pense que eu não sei de onde eu saí Vou aonde quero, só eu sei me achar Ninguém tem nada com isso
Está cansada de morar de aluguel no seu coração Está cansada de dizer seus sins pra escutar teus nãos
Somos animais condenados ao tempo Sozinhos na contra-mão No meio da multidão