“Conclusões de Aninha Estavam ali parados. Marido e mulher. Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça tímida, humilde, sofrida. Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho, e tudo que tinha dentro. Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho e comprar suas pobrezinhas. O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, entregou sem palavra. A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou, se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar E não abriu a bolsa. Qual dos dois ajudou mais? Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar. Da mesma forma aquela sentença: "A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar." Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada, o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso e ensinar a paciência do pescador. Você faria isso, Leitor? Antes que tudo isso se fizesse o desvalido não morreria de fome? Conclusão: Na prática, a teoria é outra.”
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Nota: Poema inédito publicado na "Folha de S.Paulo" em 4 de julho de 2001.
“O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.”
Nota: Trecho do poema "Mãe"
Nota: Trecho do poema O poeta e a poesia.
“Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.”
“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.”
Nota: Trecho do poema Exaltação de Aninha (O Professor).
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”