Mais frases de Filippo Marinetti!

Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos fatos.

Por Olavo de Carvalho

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Por Pedro Bial

Errante Sou como a ave errante… sem ninho, sem morada. Meu caminho liga ao nada, e do distante venho e vou, pois sei que sou errante… nada tenho, nada guardo, nem espero. Venho e vou… distante. Hoje, eu chego, como cheguei um dia, igual, como partirei, sem mais nada que a dor gritante de ir e vir, errante.

Por Victor Motta

Poema sem nome Num dia de feroz Intranquilidade Desci dos céus À terra impura Envolta em véus De maldade, De mil doenças, Sem cura. E, fui anjo, Fui demônio. Expectador De lutas, de misérias, De feridas abertas, Sem dor. Ao frio das incertezas, De todas as tristezas, Em angústias de ais, Infernais. Fui arcanjo Do bem E do mal, Em giros gigantes, Nos gritos vibrantes, Dos elefantes Da jangal De ruinas morais. Em trilhas tortuosas, Sinuosas, A conduzir-nos ao fundo Dos pantanais de lama, Fétida. Onde os javalis E as hienas Charfundam, Em risos roucos E bestiais. Onde os pássaros Não cantarão Jamais! Por que desci dos céus À terra impura? Loucura!

Por Victor Motta

Provérbios, PV, 10:18, O que encobre o ódio tem lábios mentirosos, e o que difama é tolo.

Por Provérbios, Antigo Testamento

⁠Hj eu estou muito muito muito muito muito triste ???? nada bem 

Por Nicolly vitória

Cultura é o ciclo que o indivíduo percorre para chegar ao conhecimento de si próprio.

Por Soren Kierkegaard

Essencialmente, todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis.

Por George Box

A honra nunca se ofende impunemente: nunca existe por metade; inteira é forte, ferida está morta.

Por Paolo Mantegazza

Talento e diferente de vocação....Tem gente que tem talento pra cantar e outros só tem vocação.

Por Eduardo Costa