Eu sou o reflexo de mim mesmo... Fragmentos de sonhos... Um espelho quebrado... O que fui, o que não fui, tudo isso sou... Um mosaico de erros e acertos, em movimento... A vida me moldou, com mãos de vento... E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível... Aceito as curvas, os altos e baixos... E aprendo a dançar, com os pés descalços... No alento da existência, eu me encontro... Alma flutuante, entre engano e desengano... Mas ainda assim, eu sinto, Que há uma luz, que me guia e me sustenta... A rir, desnudo de sonhos não realizados... No cais de onde nunca parto... Sandro Paschoal Nogueira