A namorar as estrelas... Traz luto nos seus vestidos... Anda sempre a imaginar... O que está sempre a sonhar... Contente do instante... Faz dos desejos um mirante... No peito entrelaça... A vontade de expandir suas asas... Enche de força o coração... Quando não lhe dão outra opção que um não... Sussurra ao vento... O que lhe diz o coração... Sonda, fixo e absorto... Desprezando o seu tormento... E interrogando o destino... Busca seu momento... Sabe que nada está além das cousas transitorias... Das paixões e das formas ilusórias... É a senha da sua vida... No transcorrer das horas... Foge e esconde... E se tarda o encontro e não encontra... Chora e ri da própria sorte... Sozinho e acoplado a outros sozinhos... Anda pelas ruas de espírito despido... No gesto, no calar, no pensamento... Finge estar desatento... Uma presença... Uma saudade... Uma vontade... E assim caminha... Sonhando tocar as estrelas... Desejando a eternidade... Sandro Paschoal Nogueira