Mais frases de Sandro Paschoal Nogueira!

⁠Tenho os lábios secos... Arde-me a cabeça... Tenho febre... Vejo o presente, e também o passado e o futuro... E tudo me assusta... Já nem sei mais o que digo... Penso em deixar de pensar... Trago perdido o que o espelho não mais retrata... Sem o cortejo das estrelas... Sem o que me enfeita... Inocência... Aonde deixei ficar? Vens oh lua... Espantas com o teu clarão as sombras que me perseguem... Todos os lugares são o mesmo... Com um coração que tem que pulsar... Dizer a Verdade quem poderá? E do esquecimento inviolável... Nas trevas sondo, fixo e absorto... Interrogo o intrépido destino... Além das cousas transitórias... Das paixões e das formas ilusórias... Em meu refúgio... Continuo sonhando... Onde me perdi... Também me encontrei... E dos cálices de absinto que bebi... Nessa Babel velha e corrupta... Muitos outros sei... Que ainda os beberei... Sandro Paschoal Nogueira

Por Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória bom dia... Preparando o café... Sem muito rapapé... Já cuidei dos patos... Dei, também, comida aos pássaros... Ontem não vi a seresta... Chovia... No bar 3 catuabas... Até a vista esmaecer... Logo peguei meu rumo... Antes do que bobagens fazer... Abri Facebook... E fiquei sabendo... Do que rola por aí... Enquanto que por aqui... Ainda estou com sono... Quero voltar a dormir... Mas são ossos do ofício... E a Deus agradecer... Pelo menos tenho hóspedes... Já outras pousadas... Sem ninguém a receber... 53 anos... Ainda um menininho... Tudo em cima, em forma... Desse lindo corpinho... Não tenho nenhuma pelanca... Pode supervisionar... Deixo... Até onde sua vista alcançar... É de fato... Amanhã em Valença... Farei um eletro... Mantendo o coração ... Em destino certo... Menina ou menino... Não sei quem está lendo... Mas eu quero lhe falar... Quando vierem em #Conservatória.. Na Casa do Sandrinho Chic Chic... Venham se hospedar...

Por Sandro Paschoal Nogueira

O corvo... Símbolo lendário de maldição... De cor negra como a escuridão... A tudo calado observa... Lentamente caminhando na multidão... É temido por onde passa... É sinal da peste que mata... Mísero de beleza... Ele vaga... Sua sina é arrebatar... Corpos distorcidos... Em latente agonia... Buscar... Não faz distinção... A todos aponta sua mão... Terrível pensar... Na forma cruel que tudo pode terminar... De horizonte em horizonte despreza o ontem... Para o amanhã que talvez não irá chegar... Olhe ao fundo da taça que lhe ofereço... Siga meu conselho com apreço... Aproveite enquanto pode... Na chegada da hora certa... O corvo vem lhe buscar...

Por Sandro Paschoal Nogueira

Ele era tão feio... Mas tão feio... Que era um assinte... Em concurso de feiúra... Ganhava de prato cheio... De olhos esbugalhados... Sampaco... Narigudo...adunco...orelhudo... Seu gogó imenso... Muito pronunciado... Parecia um marreco engasgado... Rosto chupado.. Sem carne... só osso... Labios finos... Distorcidos.... Muito magro e bem alto... Braços alongados... Pernas muito finas... Um espantalho... De chinelos notei seus pés... Pisando torto, desengonçado... Tinha unha encravada... Um joanete ao lado... O joelho enrugado... Igual cara de velho... Coxa dura e seca... Um boneco... Muito mal vestido... Debaixo da chuva impiedosa... Em nada se importava... Com a rua caudalosa... Mas tinha um traço peculiar... Que a tudo isso escondia... Um brilho no olhar... Em sorriso lindo que abria... Então tudo transformava... Um encantamento surgia... Atrás da feiúra aparente... Beleza verdadeira escondia... Tudo que era fora de proporção... Fazia sentido... Se o sorriso era lindo... Era nato e magnífico... Naquele vulto distorcido... A feiúra se transformar... De um sapo errante... Príncipe virar... E com tal afinco sorria... Que ao seu redor tudo mudava... De tarde chuvosa... Linda noite prometia... Descobri assim... Que na rua não devo mais sair... Toda vez que isso faço... Para comer pastel ou outro salgado... Perto da maria-fumaça... Sempre tem um babado... Sandro Paschoal Nogueira

Por Sandro Paschoal Nogueira

#São #poucos #os #que #lhe #gostam... São poucos que lhe apreciam... Curiosos e vazios... Lhe adulam todos os dias... Ladrão de sentimentos... Espírito imundo... Acautelai-vos com eles... Nosferatu... Rende-lhe lisonjas... Com sorriso no lábio... Abraços e beijos... De olhar opaco... Vagueiam pelo mundo... Coletando insatisfação... São sujos... Alma imunda... Negro o coração... Se odor é característico... Espírito em putrefação... Como elogiam em demasia... Dos mesmos vivem em fantasia... Serpentes asquerosas... Que rastejam destilando veneno... Em noites a fora... Ou em dias amenos... Sempre estão reunidos... Precisam disso... É fácil notar... Quando o mal põem-se a planejar... Mas não os deve temer... Quem no coração tem pureza... Pisará a cabeça da áspide... Com certeza.... Sua mesa será farta... Cálice de vinho irá transbordar... Caminhos serão claros e floridos... Vida sempre prosperará... Para quem a Deus honrar... A chuva que cai sobre o bem... Também cai sobre o mal... A diferença apenas está... No caminho a seguir... Sonhar sempre mais... E fazer sua estrela reluzir.... Espinhos haverão... Lágrimas cairão... Mais um joelho no chão... E palavras sinceras... É de todas... A maior oração... Confie em quem lhe fez... Quem lhe criou... À toa do útero não lhe tirou... E não fez a eternidade... Para ser dor... Cante, viva e dance... A tudo dê glória... Confie em Deus... Ele preparou sua vitória... Tenha um bom dia... Não esqueça dessa minha pequena estória... Servirá no momento certo em sua vida... Quando um anjo do Senhor soprar em seu ouvido... Sandro Paschoal Nogueira — em Trav. Profa. Geralda Fonseca.

Por Sandro Paschoal Nogueira

O que mais precisamos... É o que temos de graça... Amanhecer dourado... Bom dia para viver... Orvalho subindo ... Para o céu azul... Pássaros em trinados... Doce melodia a ouvir... Aquela flor tão esperada... Se abrir... Se a tarde for nublada... Vai faltar... Noite prateada pelo luar... Tranquilidade na vida... Esperança a sorrir... Viver mais simples que puder... Só bem observar... Toda essa teia... Onde tudo está ligado... Correr atrás do tempo é tolice... Nunca vamos alcançar... O que não existe... Tempo é uma palavra ... Que é muito usada... Para definir um momento a sentir... O seu não é o meu... O meu não é o seu... Contar anos... Contar horas... Para que afinal ? Vai recuperar as que se foram? Vai adiantar as que vão chegar? Eternidade? Deixa para lá... Prefiro andar lentamente... Sentar em um banquinho quando der vontade... O café da rodoviária tão quentinho... As andorinhas procurando seus ninhos... Ah.. Como é bom viver... Como é bom tudo sentir... Escutar , no fim dessa tarde, conversas fiadas lá longe de pessoas a sorrir... Noite que anuncia... Sem lua... Mas sei que está lá... Ver minha novela... Dormir... Amanhã novo dia... Se Deus permitir... Sandro Paschoal Nogueira — em Trav. Profa. Geralda Fonseca.

Por Sandro Paschoal Nogueira

#Um #cinza #nublante #no #céu... Mais a frente um destino... Sob as árvores sozinho... Ouvindo o canto dos passarinhos... O olhar segue um vasto horizonte... Perdido adiante... Sereno cai lentamente... E a brisa tão contente... Traz perfume no ar... Rosas, jasmins, madressilvas... Muitas flores a bailar... Abelhas e beija-flores... Também põe-se a dançar... Envolto em meus ais... Aonde somente Deus me vê... Sozinho e triste... Fico lembrando de você... E na hora incerteza que me cerca... Soliturno... Sem amigos... Invoco o tempo para conversar comigo... A vista embaça... Pelas lágrimas do coração... Tudo foi embora... Velhas árvores, tachos de doces... Bolos de chocolate... De lenha...o antigo fogão... Já não tem o pastel... A empadinha de palmito com camarão... Os seresteiros de outrora... Que na calçada...cantavam... Com muita emoção... O bate-papo... O disse me disse... De todo final de semana... Perdeu no tempo... Sobrou a saudade... Da tenra idade... Vão-se os anos que não voltam mais... Hoje tudo é tão rápido... Mal amanhece e já é noite... E no quintal aqui sentado... Só tenho uma certeza... De que Deus está ao meu lado... Sandro Paschoal Nogueira

Por Sandro Paschoal Nogueira

⁠A namorar as estrelas... Traz luto nos seus vestidos... Anda sempre a imaginar... O que está sempre a sonhar... Contente do instante... Faz dos desejos um mirante... No peito entrelaça... A vontade de expandir suas asas... Enche de força o coração... Quando não lhe dão outra opção que um não... Sussurra ao vento... O que lhe diz o coração... Sonda, fixo e absorto... Desprezando o seu tormento... E interrogando o destino... Busca seu momento... Sabe que nada está além das cousas transitorias... Das paixões e das formas ilusórias... É a senha da sua vida... No transcorrer das horas... Foge e esconde... E se tarda o encontro e não encontra... Chora e ri da própria sorte... Sozinho e acoplado a outros sozinhos... Anda pelas ruas de espírito despido... No gesto, no calar, no pensamento... Finge estar desatento... Uma presença... Uma saudade... Uma vontade... E assim caminha... Sonhando tocar as estrelas... Desejando a eternidade... Sandro Paschoal Nogueira

Por Sandro Paschoal Nogueira

#Dizem #que #burro #velho #prefere #capim #fresco... Esse é o meu dilema... Prefiro tudo mais arcaico... Museu...Teatro... A coroa do que o cetro... As rugas com histórias... O cabelo branco... Barriguinha é um luxo... Topete acho feio... Prefiro aprender... Não recuso ensinar... Mas acho muito mais bonito... Quem tem história para contar... Um rosto marcado me fascina... Também tem seu brilho... Dele não me esquivo... Lânguido me entrego... Da carne firme passo batido... Nela não escorrego... Acho tão tola essa juventude... Pouca paciência tenho... Tudo tão repetitivo... Enfadonha... Pode ser que algum dia... Espero que demore bem... Deixe de gostar da sombra e da água fresca... Que só a maturidade tem... Sandro Paschoal Nogueira — em Pizzaria Romanella.

Por Sandro Paschoal Nogueira

⁠Aqui onde se espera... Sempre um lenço de despedida... Em alma que flutua... Na luz órfã do dia... São certos os abismos... Escondendo os perigos... Da mentira que roda e enlaça... Sufocando toda graça... Do falso amor sentido... Descobre-se impaciente os recados... Sentado à mesa dum café passado... Pega-se pensando e quando socorreste o miserável... Percebesse estar só e só ter criado embaraços... Talvez não suspeites... Que na verdade nenhum lugar ocupastes... Apenas distraites... Com o que não te pertences... Na escuridão que procura e adormece... Rolando o leito que se aquece... Nenhum conhecido que tivesse... O amor que o pegue criado... Terra assombrada que lhe é devida... Cuja vida é água a correr... Para a fronteira fechada... Enganando-se a sofrer... Aproveitar o tempo... Tirar da alma os bocados... Antes só... Que mal acompanhado... Sandro Paschoal Nogueira

Por Sandro Paschoal Nogueira