E vinha vindo a noite por entre os pinheiros... E vinha a sonhar... E perguntava-me ... Por que te devo amar? Porque há vida... A doer com as mágoas... A rolar as lágrimas... Por que andas de repente... Entre idas e voltas... Dos que esperam a luz... Em densas trevas... No vácuo mudo... De um desolado coração... De quem não espera... A sua compaixão... Do esquecimento inviolável... E olvida, como quem está já morto… E, interrogando o destino... Sente desconforto... Verdade... Qual delas? Que estão além das cousas transitórias. .. Correr do tempo onde o amor se perde... Para onde vais... Sem eu poder ficar? Sandro Paschoal Nogueira