Deixados sobre a mesa... Como os homens vivem... Nem os deuses socorrem... Os sonhos, as esperanças e ilusões... Como um deserto imenso... De conversas vãs... Da enorme dor humana... Que todos fingem não ter... A essência de ser e parecer... Conduz ao purgatório... Sem ninguém perceber... Vácuo imenso e fundo... Eterna busca... Inconstância do homem de ser... Responde sorrindo à cruel realidade... Enquanto perde-se no horizonte... Acreditando crer... A terra cumpre sua promessa... De tornar a todos iguais... O bom, o mal... Quem riu, quem amou... Que chorou os seus ais... Nem este falso silêncio... Sobre os ombros nus e esmagados... Nem o luar... Pode esconder os pecados... Raro e vazio dia. Noite desamparada... O momento é tão fulgaz e rápido... Até para o mais amado... Sandro Paschoal Nogueira