“A NOITE Oh! jornada negra! O silêncio debruçado Lá fora... um raio rasgando o céu, espia A minha alma, teimosa, cheia de porfia Fria, chuva que cai, molhando o cerrado No horizonte desfalece a luz do fim do dia No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado Troando a solidão da chuvosa noite vazia Devassa... oh! jornada escura de loucura Que estardalhaça no peito suspiro fundo E excarcera o medo sem qualquer ternura Pobre umbroso de arrelia, e moribundo O sono, pávido e prostrado de amargura A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, 25 de outubro Cerrado goiano Olavobilaquiando”
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