Mais frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)!

Que no arraiá de junho se possa pular os problemas passar a limpo o rascunho sem teoremas. Achar a barraquinha de sonhos e se lambuzar de amor, sem fado enfadonhos... BEM VINDO JUNHO Luciano Spagnol poeta do cerrado

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

Amor, infusão de almas... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

NO CHÃO DA PARAÍBA (Tereza Norma) De volta ao seu chão, nordestino Pés, nos pés da sua Paraíba Neste regresso, és sol matutino Reencontro, onde o orgulho arriba Nos braços e nos abraços, oxente Cada traço riscando o seu cristalino Es destino, em um destino resistente Distante, e ainda daí. Oh, menino! Apesar da aparência de estradeira Tal onipotente é o amor Divino Assim, também, és forte videira Na fado um espírito peregrino Tua terra, do Nordeste, Norma Tereza Resvala nas lembranças hospedeira D’Alma, porém nesta tal correnteza Jorra a tua saudade verdadeira... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2018, maio. Cerrado goiano

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

SONETO DE UM AMOR PROIBIDO Da paixão surgiu o meu eu encantado Do silêncio, suspiros sem sons ledos Engasgados como são nossos medos Onde o inviável está ali aprisionado Aqui confesso, então, estes segredos D'alma que vai com o perigo ao lado Desgovernado sem o tempo marcado Pávido e, com os sentimentos vedos Triste o afeto que quer ser enamorado E se queima em aventurosos folguedos De ilusão, que não deveria ser desejado O que é rochedo é o amor proclamado Tudo passa, é passageiro, só enredos E este, proibido, é um amor agoniado... Luciano Spagnol Poeta do cerrado Fevereiro de 2017 Cerrado goiano

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

DO PLANALTO Ó horizonte além do olhar atento Onde agacha o sol na tua entranha Escondendo o dia a teu contento Rajando de rubro o céu que assanha Chão de encostas e poeirado arbusto Tal qual a composição de um verso tosco És dos pedregulhos e riachos vetusto De robusto negalho (cristal) luzido e fosco Daqui se vê o céu com mais estrelas Que poetam poemas que a ilusão cria Debruçadas com a emoção nas janelas De contos e "causos" que pela noite fia Eu sou cerrado e sua rude serenidade Eu sou da terra, e a terra é para mim Dum canto que não tem início, metade, e nem fim. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

TEMPO EM SONETO Se tempo é a minha fortuna, quero ir além Ter quem, no essencial tempo para amar Tempo nas palavras pra falar com o olhar Tempo no tempo pra ter tempo, também... Porém, que este tempo traga um lugar Que se possa no tempo confiar a alguém Tempo ao tempo que esperança contém Criando tempo no meu vário caminhar Se tempo é tudo que tenho, me convém Aprecia-lo com tempo, assim, respeitar Cada tempo que o tempo no fado detém Então, no tempo eu ter afeto sem desdém E cada detalhe do tempo, o bem embalar Sem objeções e ofensas ao tempo... Amém! Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

RONDA SILENCIOSA Solidão cerrada, aquietada, escura Afora a janela, o cerrado tão calado Na imensidade do céu não fulgura Um só brado, um ermo imaculado Cá dentro, a mudez flébil murmura E a melancolia no vento é fustigado Escoriando a alma, áspera candura Em um rasgar do silêncio denodado Ecoa surdamente sôfrega bofetada De escora frouxa, completamente Aflando ali a apertura tão abafada E, a letargia, assim, vorazmente Faz tácitos claustros de morada Em ronda silenciosa, lentamente © Luciano Spagnol- poeta do cerrado Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019 Olavobilaquiando

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

ADEUS ANO VELHO Deste que passaram-se horas Do velho ano Do ano que já é outrora Agora recordação, tempo profano A cada segundo, minuto, hora Dia após dia, quotidiano O tempo vai, vai embora Sorrateiro e ufano Muito antes, antes de mim Veloz e insano Sem parar, até o fim... No diverso plano Vida que segue, "Quixotesco" no seu rocim Adeus velho ano! Luciano Spagnol Cerrado goiano Poeta do cerrado

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

A PORTA De tábua és construída ao vento e a poeira corta marca chegada e partida viva e morta: sou a porta Eu abro para quimera me fecham no temporal sou tramelada, espera proteção, da casa ritual E neste abre e fecha a escada é o meu chão lá fora eu vejo pela brecha... O bem, é a porta do coração. © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, 27 de maio Cerrado goiano

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

Nenhum som é mais bonito, que ao se pronunciar: - um abraço! © Luciano Spagnol poeta do cerrado cerrado goiano

Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)