“Deuses, forças, almas de ciência ou fé Deuses, forças, almas de ciência ou fé, Eh! Tanta explicação que nada explica! Estou sentado no cais, numa barrica, E não compreendo mais do que de pé. Por que o havia de compreender? Pois sim, mas também por que o não havia? Água do rio, correndo suja e fria, Eu passo como tu, sem mais valer... Ó universo, novelo emaranhado, Que paciência de dedos de quem pensa Em outras cousa te põe separado? Deixa de ser novelo o que nos fica... A que brincar? Ao amor?, à indif'rença? Por mim, só me levanto da barrica. Álvaro De Campos”
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Mais frases e pensamentos de Álvaro de Campos
Nota: Trecho do poema "Tabacaria"
Nota: Trecho do poema "Là-bas, Je Ne Sais Où...", de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.
“Nunca voltarei. Nunca voltarei porque nunca se volta. O lugar a que se volta é sempre outro.”
Nota: Trecho do poema "Tabacaria" de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.
“A arte é, como toda a actividade, um indício de força e energia.”