“Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.”
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Nota: Trecho da crônica Nos primeiros começos de Brasília.
“O que me atormenta é que tudo é "por enquanto", nada é "sempre".”
Nota: Trecho da crônica Dies irae.
Nota: Trecho de entrevista dada por Clarice Lispector a Júlio Lerner em 1977.
Nota: Trecho da crônica O “verdadeiro” romance.
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Nota: Trecho de carta escrita a Tania Kaufmann, em 6 de janeiro de 1948.
Nota: Trecho do conto Devaneio e Embriaguez duma Rapariga.
