“Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente; também sou muito calmo e perdoo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre. Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes. As pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdoo de antemão. Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo. Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrado? (...) Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo. Se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz. Quanto à minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz. Outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim – a do mundo grande e aberto. (...) Apesar de meu ar duro, sou cheio de muito amor e é isso o que certamente me dá uma grandeza.”
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Mais frases e pensamentos de Clarice Lispector
Nota: Trecho da crônica Nos primeiros começos de Brasília.
“O que me atormenta é que tudo é "por enquanto", nada é "sempre".”
Nota: Trecho da crônica Dies irae.
Nota: Trecho de entrevista dada por Clarice Lispector a Júlio Lerner em 1977.
Nota: Trecho da crônica O “verdadeiro” romance.
Nota: Trecho da crônica O “verdadeiro” romance.
Nota: Trecho de carta escrita a Tania Kaufmann, em 6 de janeiro de 1948.
Nota: Trecho do conto Devaneio e Embriaguez duma Rapariga.
