“Eu adoro todas as coisas E o meu coração é um albergue aberto toda a noite. Tenho pela vida um interesse ávido Que busca compreendê-la sentindo-a muito. Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo, Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas, Para aumentar com isso a minha personalidade. Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio E a minha ambição era trazer o universo ao colo Como uma criança a quem a ama beija. Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras, Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo Do que as que vi ou verei. Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações. A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos. Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.”
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Mais frases e pensamentos de Álvaro de Campos
Nota: Trecho do poema "Tabacaria"
Nota: Trecho do poema "Là-bas, Je Ne Sais Où...", de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.
“Nunca voltarei. Nunca voltarei porque nunca se volta. O lugar a que se volta é sempre outro.”
Nota: Trecho do poema "Tabacaria" de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.
“A arte é, como toda a actividade, um indício de força e energia.”