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Mais frases e pensamentos de George Carver

“⁠Que horas são? Hora dos abandonados... Hora dos degredados... Hora dos apaixonados... Hora dos que andam à noite... Hora dos papos furados... Hora dos perdidos, desavisados... Hora dos mal acompanhados... Dos que buscam encontrar... E não são encontrados... Que horas são? Hora em que o tédio abate sem cessar… Hora das conversas vazias... Das conversas dos bêbados em sofreguidão... Hora daqueles que escondem suas tristezas , de sua solidão... É a hora que vejo tantos sorrisos... E que percebo tantos corações contritos... Que horas são? Hora dos que morrem sem amar… Hora daqueles sempre a procurar... Hora dos que se entorpecem... Dos que gargalham alto... Hora dos copos cheios... Dos trabalhadores assalariados... Que escondem sua insatisfação... Hora das mesmas mesmices rotineiras... Das almas e sombras alheias... Que horas são? É a hora de quem sonha... De quem a tudo ama... De quem tem a inocência... De planejar e poder crer... Que tudo será bom... Mesmo que nada aconteça... Que horas são? É a hora do mistério... De acreditar que tudo será bom e diferente... E que no meio de tanta gente... Hora que o doente... Pede para sarar... Que horas são? Hora da saudade... Do flete sem maldade... E se há, disfarça... Hora das sombras que se formam... Dos hipócritas cheios de santidade... Perante a realidade... Que fingem ignorar... Que horas são? Das conversas vazias, sem precisão... Hora perante o que os homens fazem... Escondendo-se atrás da sobriedade... De todas as vidas, abstratas ou concretas... Verdadeiras ou falsas... Eu sofro sem penar a vida... Parado no cais de onde nunca parto... Ao acaso, sem âncora... Vagando no tempo... Apenas sonhando... Em ser mais amado... Sandro Paschoal Nogueira”

“⁠Libidinosas noites tive... Ingênuo tal qual escorpião... No abraço do meu inimigo encontrei... Mais afeto que a um irmão  E andei por todo um mundo... E pelo menos pensei... As imagens que as vi... Por tantas encontrei ou tantas outras que perdi... Não sei se ainda estou... No que fiquei a sonhar... Em névoas que adormeci... Será que despertei alguma verdade ou com mentiras me cobri? Ando já sem descansar... Na vida sem dormir... Anseio que rasga o meu peito do que já vivi... Daquilo que eu quero... De tudo que já não sinto... De tudo que já senti... Tudo quanto eu pedira... Tudo quanto ambicionara... Tudo quanto pouco ou muito eu amara.. Com que ergue-se o destino... Entre o tudo e o nada... Da sorte desejada... Ou da que está por vir... Tanto andei... Em estradas que julguei sem fim... Lugares deserdados... Sempre sonhando, tendo fé... Pouco desisti... Nada sei... Nada valho... Entre tantos embaraços... Será que muito ou nada faço? De tanto que me arrependi... E que faria ou não novamente... Tudo amo... Pouco compreendo... Assim como tu... Apenas sigo... Um pouco... Aprendendo... Sandro Paschoal Nogueira”

“⁠SOU RÉU DE POESIA Sou réu de poesia! Confesso a minha sina Porém não me penalizo desse ditado fado Sublime, o poetar é também feita contina Jeito tão mais gostoso e tão quão amado Por certo o que nos redime, nos faz alado Arte! A quem quer ter a poética inquilina Eu cedo, e está fortuna, assim, me defina Se eu portar, por acaso, e for um sorteado E nesta ação, tão incrível, embora fique Meu poetizar espalhado em mil pedaços Eu rogo que a inspiração tenha o clique Sou réu de poesia, mas também indefeso Na criação, da geração e dos teus passos Assim mesmo, da prosa quero ser preso! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22/08/2021, 05’58’ - Araguari, MG”