“Em que emprego o meu tempo? Vou e venho, Sem dar conta de mim nem dos pastores, Que deixam de cantar os seus amores, Quando passo e lhes mostro a dor que tenho. É de tristezas o torrão que amanho, Amasso o negro pão com dissabores, Em ribeiros de pranto pesco dores, E guardo de saudades um rebanho. Meu coração à doce paz resiste, E, embora fiqueis crendo que motejo, Alegre vivo por viver tão triste!”
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“Mal enche o berço, mas como o sonho, / Enche de luz a vida tenebrosa!”