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Dinheiro perdido, nada perdido; Saúde perdida, muito perdido; Caráter perdido, tudo perdido.
Por Provérbio ChinêsJoão, JO, 3:3, Jesus respondeu: <J> - Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer de novo,</J> <J>não pode ver o Reino de Deus.</J>
Por João, Novo TestamentoQuando um empreendedor acredita no próprio negócio, na própria capacidade e entende que a adaptação às mudanças é uma das chaves para o sucesso, crescer fica muito mais fácil.
Por Gustavo CaetanoSabe algo que brilha mais que o sol? - Seu sorriso! - Seus lábios! Só basta você sorrir que até o sol se encanta por você! Te amo vida!
Por DheffsanttosReconhecimento à loucura Já alguém sentiu a loucura vestir de repente o nosso corpo? Já. E tomar a forma dos objectos? Sim. E acender relâmpagos no pensamento? Também. E às vezes parecer ser o fim? Exatamente. Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima? Tal e qual. E depois mostrar-nos o que há-de vir muito melhor do que está? E dar-nos a cheirar uma cor que nos faz seguir viagem sem paragem nem resignação? E sentirmo-nos empurrados pelos rins na aula de descer abismos e fazer dos abismos descidas de recreio e covas de encher novidade? E de uns fazer gigantes e de outros alienados? E fazer frente ao impossível atrevidamente e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe a ponto do impossível ficar possível? E quando tudo parece perfeito poder-se ir ainda mais além? E isto de desencantar vidas aos que julgam que a vida é só uma? E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo? Tu Só, loucura, és capaz de transformar o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais. Só tu és capaz de fazer que tenham razão tantas razões que hão-de viver juntas. Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta. Só tu tens asas para dar a quem tas vier buscar.
Por Almada NegreirosProtesto Mesmo que voltem as costas Às minhas palavras de fogo Não pararei de gritar Não pararei Não pararei de gritar Senhores Eu fui enviado ao mundo Para protestar Mentiras ouropéis nada Nada me fará calar Senhores Atrás do muro da noite Sem que ninguém o perceba Muitos dos meus ancestrais Já mortos há muito tempo Reúnem-se em minha casa E nos pomos a conversar Sobre coisas amargas Sobre grilhões e correntes Que no passado eram visíveis Sobre grilhões e correntes Que no presente são invisíveis Invisíveis mas existentes Nos braços no pensamento Nos passos nos sonhos na vida De cada um dos que vivem Juntos comigo enjeitados da Pátria Senhores O sangue dos meus avós Que corre nas minhas veias São gritos de rebeldia Um dia talvez alguém perguntará Comovido ante meu sofrimento Quem é que esta gritando Quem é que lamenta assim Quem é E eu responderei Sou eu irmão Irmão tu me desconheces Sou eu aquele que se tornara Vitima dos homens Sou eu aquele que sendo homem Foi vendido pelos homens Em leilões em praça pública Que foi vendido ou trocado Como instrumento qualquer Sou eu aquele que plantara Os canaviais e cafezais E os regou com suor e sangue Aquele que sustentou Sobre os ombros negros e fortes O progresso do País O que sofrera mil torturas O que chorara inutilmente O que dera tudo o que tinha E hoje em dia não tem nada Mas hoje grito não é Pelo que já se passou Que se passou é passado Meu coração já perdoou Hoje grito meu irmão É porque depois de tudo A justiça não chegou Sou eu quem grita sou eu O enganado no passado Preterido no presente Sou eu quem grita sou eu Sou eu meu irmão aquele Que viveu na prisão Que trabalhou na prisão Que sofreu na prisão Para que fosse construído O alicerce da nação O alicerce da nação Tem as pedras dos meus braços Tem a cal das minhas lágrima Por isso a nação é triste É muito grande mas triste É entre tanta gente triste Irmão sou eu o mais triste A minha história é contada Com tintas de amargura Um dia sob ovações e rosas de alegria Jogaram-me de repente Da prisão em que me achava Para uma prisão mais ampla Foi um cavalo de Tróia A liberdade que me deram Havia serpentes futuras Sob o manto do entusiasmo Um dia jogaram-me de repente Como bagaços de cana Como palhas de café Como coisa imprestável Que não servia mais pra nada Um dia jogaram-me de repente Nas sarjetas da rua do desamparo Sob ovações e rosas de alegria Sempre sonhara com a liberdade Mas a liberdade que me deram Foi mais ilusão que liberdade Irmão sou eu quem grita Eu tenho fortes razões Irmão sou eu quem grita Tenho mais necessidade De gritar que de respirar Mas irmão fica sabendo Piedade não é o que eu quero Piedade não me interessa Os fracos pedem piedade Eu quero coisa melhor Eu não quero mais viver No porão da sociedade Não quero ser marginal Quero entrar em toda parte Quero ser bem recebido Basta de humilhações Minh'alma já está cansada Eu quero o sol que é de todos Ou alcanço tudo o que eu quero Ou gritarei a noite inteira Como gritam os vulcões Como gritam os vendavais Como grita o mar E nem a morte terá força Para me fazer calar.
Por Carlos de AssumpçãoTantos inocentes dilacerados, tantas inocências calçadas; esta criancinha, no dia a dia imolada, era talvez a nossa presença ao horror do tempo. Não podemos somente escrever livros. É preciso que a vida nos arranque periodicamente das artimanhas do pensamento.
Por Emmanuel Mounier"Gordas moscas erravam lentamente naquele muro de carne, zumbindo. O fruto maduro do dia tornava-se sorvado, apodrecia, e no ar cansado, ja corroído pelas prumeiras sombras da noite, o céu, o cruel céu de Napoles, tão puro, tão terno, lançava uma suspeita, um remorso, um comprazimento triste e fugitivo. Mais uma vez o dia morria. E, um a um, voltavam a refugiar-se na noite, como veados, gamos e javalis na selva, os sons, as cores, as vozes, esse sabor de mar, esse cheiro de louro e de mel, que são o sabor e o cheiro da luz de Napoles." A PELE
Por Curzio Malaparte