Lembranças Campeiras No final da noite fria, o vento corta, cortando a pele queimada, com cheiro de suor e terra. O sol espia no horizonte e clareia o dia. No chão, o fogo dança e espreita por entre toras. Na trempe, a água esquenta pra fazer o mate dessas horas. No espeto, a carne cheira enchendo o ar das narinas rudes e geladas. A mão que sova a erva aguarda a água quente pra servir à roda, com rostos marcados, de boca em boca, sorrindo ao dia que nasce nas coxilhas. No pampa guasca é mais um dia de um conto gaúcho.
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