Mais frases de Clara Dawn!

Ás vezes eu me sinto tão triste quanto um pardal na chuva. Mas, graças ao meu Poder Superior, eu não sou um espírito triste. Há em mim uma alma que dança mesmo quando o meu corpo esta exaurido pela dor. Minha alma dançarina e infante faz-me um aceno de muito longe de modo a chamar a atenção do meu tristonho pardal e nessa hora eu até acho graça da imagem dramática do bichinho e começo a sorrir com veemência... Então é isso, com boa vontade e bom humor, abro as asas e voo, assim, meio trôpega, contudo, com a infinda certeza de que o único modo de anular tristezas, é construindo alegrias.

Por Clara Dawn

Hoje estou tão estranha - é a graça de pairar sobre as nuvenzinhas lilases da paixão. É que eu engoli crisálidas e agora sinto-me tão tola por ter borboletas no estômago (Sofia Búlgara e o tabuleiro da morte)

Por Clara Dawn

Puberdade senil "Ainda não sei qual é a expressão que me flerta quando miro minha face no espelho; desconheço no reflexo esse olho que me enxerga, que me escruta com a passiva ira dos tempos, insolente na sombra dos rastros de um vinco. Quando essa mão que explora traços invisíveis na deslembrança de um rosto infante, chispas de fuligem me alcançam a mente. E os meus cabelos nascem prateados. Perdi a superfície vã das coisas simples na esteira da infância, ou em puberdade senil se encontra o olho desse espelho?".

Por Clara Dawn

"A importância do conto de fadas para criança não está na fantasia de que o heroi sempre vence, mas no fato de que o mal pode ser derrotado". (Na série: Compreendendo as leituras que a criança faz do mundo)

Por Clara Dawn

"Eu não sou tão boazinha assim. Permito-me servir a muitos. Bajular alguns, dedicar-me com afeição a poucos e amar apaixonadamente apenas um". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

"Responsabilidade é aquela coisa que lhe impede de ser honesto com suas próprias vontades; que lhe obriga a ficar enquanto tudo que você quer é ir; que lhe faz se preocupar demasiadamente com o que deve colocar na bagagem enquanto tudo o que você deseja é livrar-se dela. Responsabilidade para com o outro é uma coisa inevitável que a gente contrai antes mesmo de nascer. Alguns a desenvolve, outros preferem ignorá-la". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

"Talvez a 'solitária'seja o lugar mais 'libertador' do mundo. Porque é na solidão que a genuína liberdade mora. Não importa se grades emolduram o corpo - a mente é livre - ainda que o corpo apodreça. É na liberdade absoluta da solidão que se pode chorar sem culpa, ter pena de si mesmo e se autoconfessar sem medo da balança alheia. Liberdade é isso: consciência que fala. Cárcere é conviver com uma mente emudecida por temer julgamentos". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

"Molho as pontas dos dedos e apago a vela. Ouço um chiado bonito e findo. Por que há tanto silêncio no escuro? As ilusões estão impregnadas de sebo. Simulacros de uma luz indiferente às dores dos cegos. Pobre vela que necessita da escuridão para ser aquela que vela. Escrevi este poema permeado de triste beleza para dizer que não são as palavras melancólicas na sintaxe que fazem um verso triste. É a tristeza dessas velas que só se enxergam quando tudo em volta fenece. Ora, é o belo que há nas tristezas que deixa a dor suportável e dá luz própria à cada vela que se apaga". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

“Não tenho sono: tenho pena: meu corpo na cama serpenteia: tenho dó: notívagos nas sombras de uma eterna noite existencial: crackelando, crackelando, crackelando: que pena: droga de droga: droga de vida: droga, droga, droga: o maldito pulso ainda vive: valente respira: droga de vida: amanhã, com a graça dos céus, com anjos estarei: mas os anjos dormitam com tapa olhos: e de novo, transeunte das trevas, acorda pra sub viver mais um dia: e depois outro... depois, depois, depois. Depois, agora não. Silêncio: o mundo jaz dormente e eu inútil, que pena, vencida pelo cansaço: durmo também”. (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

O riso é 'onilíngue' e o cérebro não pode decifrar se é falso ou verdadeiro. Não importa: se é sorriso ou gargalhada, fará o cérebro produzir serotonina, o hormônio da felicidade. Foi assim que eu me livrei da síndrome do pânico, meu médico disse que meu cérebro havia parado de produzir serotonina, e eu perguntei o que fazer para que o meu cérebro voltasse a produzir o hormônio da felicidade, ele respondeu: sorria! Desde então eu não parei mais de rir. Rio e caçoo de minhas dores e quando não me detenho faço um samba de paradoxos. Quando você começa a rir, a dar gargalhadas, a eleger o sorriso como sua fonte de saúde, beleza e sedução, você descobre que a gente não sorri porque é feliz, mas somos felizes porque sorrimos.

Por Clara Dawn