Puberdade senil "Ainda não sei qual é a expressão que me flerta quando miro minha face no espelho; desconheço no reflexo esse olho que me enxerga, que me escruta com a passiva ira dos tempos, insolente na sombra dos rastros de um vinco. Quando essa mão que explora traços invisíveis na deslembrança de um rosto infante, chispas de fuligem me alcançam a mente. E os meus cabelos nascem prateados. Perdi a superfície vã das coisas simples na esteira da infância, ou em puberdade senil se encontra o olho desse espelho?".