“XXVI Às vezes, em dias de luz perfeita e exata, Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter, Pergunto a mim próprio devagar Porque sequer atribuo eu Beleza às coisas. Uma flor acaso tem beleza? Tem beleza acaso um fruto? Não: têm cor e forma E existência apenas. A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão. Não significa nada. Então porque digo eu das coisas: são belas? Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver, Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens Perante as coisas, Perante as coisas que simplesmente existem. Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!”
📖 Bíblia Sagrada Completa Online
Leia capítulos e versículos inspiradores dos 66 livros bíblicos do Antigo e Novo Testamento.
Explorar a Bíblia →
Mais frases e pensamentos de Alberto Caeiro
Nota: Trecho adaptado de "O Guardador de Rebanhos", do livro "Poemas de Alberto Caeiro", de Fernando Pessoa (heterônimo Alberto Caeiro).
“O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos, Porque já não posso andar só.”