Palavras a um habitante de Marte Será verdade que existes sobre o vermelho planeta, que, como eu, possuis finas mãos prêensíveis, boca para o riso, coração de poeta, e uma alma administrada pelos nervos sutis? Mas no teu mundo, acaso, se erguem as cidades como sepulcros tristes? As assolou a espada? Já tudo tem sido dito? Com o teu planeta acrescentas a vasta harmonia outra taça vazia? Se fores como um terrestre, que poderia importar-me que o teu sinal de vida desça a visitar-me? Busco uma estirpe nova através da altura. Corpos bonitos, donos do segredo celeste da alegria achada. Mas se o teu não é este, se tudo se repete, cala triste criatura!