Mais frases de João Carlos Soares!

Poema sem nome Num dia de feroz Intranquilidade Desci dos céus À terra impura Envolta em véus De maldade, De mil doenças, Sem cura. E, fui anjo, Fui demônio. Expectador De lutas, de misérias, De feridas abertas, Sem dor. Ao frio das incertezas, De todas as tristezas, Em angústias de ais, Infernais. Fui arcanjo Do bem E do mal, Em giros gigantes, Nos gritos vibrantes, Dos elefantes Da jangal De ruinas morais. Em trilhas tortuosas, Sinuosas, A conduzir-nos ao fundo Dos pantanais de lama, Fétida. Onde os javalis E as hienas Charfundam, Em risos roucos E bestiais. Onde os pássaros Não cantarão Jamais! Por que desci dos céus À terra impura? Loucura!

Por Victor Motta

Levítico, LV, 15:13, - Quando, pois, o que tem o fluxo estiver puro dele, serão contados sete dias para a sua purificação; lavará as suas roupas, banhará o corpo em águas correntes e ficará puro.

Por Levítico, Antigo Testamento

O cristianismo é um camaleão, transforma-se sem cessar.

Por Alfred de Vigny

Minhas mãos - duas chamas débeis de vela unidas no mesmo destino. Minhas mãos derretidas em cera que vai escorrendo, gota a gota, ao longo do corpo hirto da vela moribunda. Que vai escorrendo, lenta, na calmaria falsa e densa da luz delida e mortuária do meu quarto. E o livro de Anatomia, grave e inútil, aberto em frente. E todo o mundo, que me espera e desespera, nas páginas inúteis e graves do livro de Anatomia. E as horas morrendo, morrendo, como uma vela que se vai derretendo no quarto frio de um morto. Ai! minhas mãos, minhas mãos - duas chamas débeis de vela unidas no mesmo destino! - Que horas serão? A vida é uma vela de corpo hirto que se vai derretendo, derretendo, na calmaria falsa e densa de um quarto de morto.

Por Fernando Namora

Meu corpo estiraçado, lânguido, ao logo do leito. O cigarro vago azulando os meus dedos. O rádio... a música... A tua presença que esvoaça em torno do cigarro, do ar, da música... Ausência!, minha doce fuga! Estranha coisa esta, a poesia, que vai entornando mágoa nas horas como um orvalho de lágrimas, escorrendo dos vidros duma janela, numa tarde vaga, vaga...

Por Fernando Namora

Quem gerou o mundo e lhe deu seu nome e seu tamanho — imenso, imenso, e em mim cabe?

Por Fernando Namora

Oséias, OS, 1:7, Porém da casa de Judá eu terei compaixão e os salvarei pelo Senhor, seu Deus. Porque não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros.

Por Oséias, Antigo Testamento

Oséias, OS, 2:15, E ali eu lhe devolverei as suas vinhas e farei do vale de Acor uma porta de esperança. Ali ela me responderá como nos dias da sua mocidade e como no dia em que saiu da terra do Egito.

Por Oséias, Antigo Testamento

Oséias, OS, 2:7, Ela correrá atrás dos seus amantes, mas não os alcançará; irá procurá-los, mas não os encontrará. Então dirá: ´Vou voltar para o meu primeiro marido, porque a minha vida era melhor naquele tempo do que agora.`

Por Oséias, Antigo Testamento

Oséias, OS, 1:6, Gômer ficou grávida outra vez e deu à luz uma filha. Então o Senhor disse a Oseias: - Ponha nela o nome de Lo-Ruamá, porque não voltarei a ter compaixão da casa de Israel, para lhe perdoar.

Por Oséias, Antigo Testamento