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A espiritualidade cristã deve abranger todas as facetas da realidade criada por Deus, sem separação das coisas em sagradas e seculares.
Por Hans RookmaakerPerguntas... Perguntei ao mar que estava tranqüilo e sereno: De onde eu vim? Ele me respondeu que assim como as ondas que vão e vem, eu também já estive aqui várias vezes e como o próprio mar eu nasci como pequeno fio d'água e fui me transformando em riacho, me juntei a outros fios d'água e virei um rio que um dia vai se encontrar com o mar, pois todos nós viemos e voltaremos para o mesmo Criador. Perguntei ao vento que suavemente tocou o meu rosto: Para onde eu deveria ir? O Vento respondeu que eu deveria seguir sempre em frente, mas avisou que durante o meu caminho eu iria encontrar montanhas difíceis de se transpor, outras correntes mais fortes e fenômenos da natureza que nem sempre me seriam favoráveis. Com todas as dificuldades o meu caminho é seguir em frente sempre, que não iria me faltar ajuda nessa caminhada e no fim da estrada eu encontraria o meu destino. Perguntei ao pássaro que ali passava: Com o que eu deveria me preocupar para ser feliz? Ele me respondeu que deveria ser com o dia de hoje. Que o dia de ontem não poderia ser modificado e o mesmo nos serviria como placa indicando um caminho. Lembrou-me que o amanhã pode não chegar e carregar nossos planos. Carregue apenas o que puder levar na grande viagem, seu caráter, sua doçura, seu esforço, sua capacidade intelectual e sua moral. Perguntei então a grande nuvem no céu Para onde eu iria depois da minha jornada? Ela me respondeu que todos os dias, nós construímos uma escada com nossos atos e pensamentos. Essa escada é exatamente do tamanho do lugar que podemos e merecemos alcançar. Quanto mais o bem praticares, mais alto te levará essa escada, disse a nuvem com sabedoria. Eu olhei de novo para o céu, e parece-me ter visto uma grande mão me acenando, senti-me pequeno diante da grandeza do Universo, mas, enorme diante da bondade de Deus. E foi assim que eu aprendi a construir e viver um dia de cada vez e assim, a vida fica mais leve e feliz.
Por Paulo Roberto GaefkeFilipe II tinha um colar de oiro tinha um colar de oiro com pedras rubis. Cingia a cintura com cinto de coiro, com fivela de oiro, olho de perdiz Comia num prato de prata lavrada girafa trufada, rissóis de serpente. O copo era um gomo que em flor desabrocha, de cristal de rocha do mais transparente. Andava nas salas forradas de Arrás, com panos por cima, pela frente e por trás. Tapetes flamengos, combates de galos, alões e podengos, falcões e cavalos. Dormia na cama de prata maciça com dossel de lhama de franja roliça. Na mesa do canto vermelho damasco a tíbia de um santo guardada num frasco. Foi dono da terra, foi senhor do mundo, nada lhe faltava, Filipe Segundo. Tinha oiro e prata, pedras nunca vistas, safira, topázios, rubis, ametistas. Tinha tudo, tudo sem peso nem conta, bragas de veludo, peliças de lontra. Um homem tão grande tem tudo o que quer. O que ele não tinha era um fecho éclair.
Por António GedeãoNo futuro você lembrará das dificuldades que passou e certamente acabará rindo delas, então siga o velho ditado! "Pra que deixar para amanhã o que você pode fazer hoje?"
Por Edward KlumppA oposição entre psicologia individual e psicologia social ou das massas, que à primeira vista pode parecer muito significativa, perde boa parte de sua agudeza se a examinamos mais detidamente.
Por Sigmund FreudJó, JÓ, 15:7, ´Será que você é o primeiro homem que nasceu? Por acaso, você foi formado antes dos montes?
Por Jó, Antigo TestamentoLISBON REVISITED (1923) Não: não quero nada. Já disse que não quero nada. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — Das ciências, das artes, da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade, guardem-na! Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram? Não me macem, por amor de Deus! Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Por Álvaro de CamposDa criança de cinco anos até mim, é apenas um passo. Mas do bebê recém-nascido até a criança de cinco anos, a distância é espantosa.
Por Leon TolstóiNúmeros, NM, 13:2, - Envie alguns homens que espiem a terra de Canaã, que eu vou dar aos filhos de Israel. Enviem um homem de cada tribo de seus pais, sendo cada qual chefe entre eles.
Por Números, Antigo Testamento