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Amor, infusão de almas... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado
Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)VIRADA Começa a haver meia noite, memoração Como se tudo no tilintar das taças finda Calam-se os corações, os fogos falam Abraços hão de haver, de haver ainda E o universo inteiro sozinho... O meu fadário calado e na berlinda Do silêncio na inspiração d'um ninho Ruídos da rua, passos de ida e vinda E os festejos sussurrando baixinho E sozinho o universo inteiro... Felicitações me são dadas do vizinho Pelo ar ecoam acumulação de cheiro Então deixo ilusões na taça de vinho E velo solenemente o meu cativeiro E inteiro sozinho o universo... No rés do chão ter esperanças é roteiro Já o pensamento na saudade disperso Esperando, escutando, leve e sorrateiro Qualquer coisa, antes de dormir, averso Sozinho, solitário não, romeiro... Vou dormir! Amanhã, dia outro e diverso. Luciano Spagnol Cerrado goiano Poeta do cerrado
Amor, infusão de almas... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado
Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)