“Gosto quando te calas Gosto quando te calas porque estás como ausente, e me ouves de longe, minha voz não te toca. Parece que os olhos tivessem de ti voado e parece que um beijo te fechara a boca. Como todas as coisas estão cheias da minha alma emerge das coisas, cheia da minha alma. Borboleta de sonho, pareces com minha alma, e te pareces com a palavra melancolia. Gosto de ti quando calas e estás como distante. E estás como que te queixando, borboleta em arrulho. E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança: Deixa-me que me cale com o silêncio teu. Deixa-me que te fale também com o teu silêncio claro como uma lâmpada, simples como um anel. És como a noite, calada e constelada. Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo. Gosto de ti quando calas porque estás como ausente. Distante e dolorosa como se tivesses morrido. Uma palavra então, um sorriso bastam. E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.”
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Nota: O poema costuma ser atribuído a Pablo Neruda e a Gian Franco Pagliaro, mas não há fontes que confirmem essas autorias.
“A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão.”
Nota: Tradução de Fernando Assis Pacheco
Nota: Tradução de poema de Pablo Neruda
“Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.”
Nota: Trecho do poema "O teu sorriso" de Pablo Neruda