“Quando tuas mãos saem, amada, para as minhas, o que me trazem voando? Por que se detiveram em minha boca, súbitas, e por que as reconheço como se outrora então as tivesse tocado, como se antes de ser houvessem percorrido minha fronte e a cintura? Sua maciez chegava voando por sobre o tempo, sobre o mar, sobre o fumo, e sobre a primavera , e quando colocaste tuas mãos em meu peito, reconheci essas asas de paloma dourada, reconheci essa argila e a cor suave do trigo. A minha vida toda eu andei procurando-as. Subi muitas escadas, cruzei os recifes, os trens me transportaram, as águas me trouxeram, e na pele das uvas achei que te tocava. De repente a madeira me trouxe o teu contacto, a amêndoa me anunciava suavidades secretas, até que as tuas mãos envolveram meu peito e ali como duas asas repousaram da viagem.”
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Mais frases e pensamentos de Pablo Neruda
Nota: O poema costuma ser atribuído a Pablo Neruda e a Gian Franco Pagliaro, mas não há fontes que confirmem essas autorias.
“A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão.”
Nota: Tradução de Fernando Assis Pacheco
Nota: Tradução de poema de Pablo Neruda
“Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.”
Nota: Trecho do poema "O teu sorriso" de Pablo Neruda