“O teu riso Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso. Não me tires a rosa, a lança que desfolhas, a água que de súbito brota da tua alegria, a repentina onda de prata que em ti nasce. A minha luta é dura e regresso com os olhos cansados às vezes por ver que a terra não muda, mas ao entrar teu riso sobe ao céu a procurar-me e abre-me todas as portas da vida. Meu amor, nos momentos mais escuros solta o teu riso e se de súbito vires que o meu sangue mancha as pedras da rua, ri, porque o teu riso será para as minhas mãos como uma espada fresca. À beira do mar, no outono, teu riso deve erguer sua cascata de espuma, e na primavera , amor, quero teu riso como a flor que esperava, a flor azul, a rosa da minha pátria sonora. Ri-te da noite, do dia, da lua, ri-te das ruas tortas da ilha, ri-te deste grosseiro rapaz que te ama, mas quando abro os olhos e os fecho, quando meus passos vão, quando voltam meus passos, nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.”
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Nota: O poema costuma ser atribuído a Pablo Neruda e a Gian Franco Pagliaro, mas não há fontes que confirmem essas autorias.
“A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão.”
Nota: Tradução de Fernando Assis Pacheco
Nota: Tradução de poema de Pablo Neruda
“Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.”
Nota: Trecho do poema "O teu sorriso" de Pablo Neruda