Mais frases de Fernando Aramburu!

⁠No meu entender, a felicidade é parecida com aquilo que algum romancista que não lembro o nome escreveu: o resultado, com consequências físicas e mentais altamente prazerosas, de colocar uma pedra no sapato, andar um quilômetro suportando a dor – momento crucial! – tirar os sapatos.

Por Fernando Aramburu

Para quê? A resposta o enchia de amargura: para nada. Depois de tanto sangue, nem socialismo nem independência nem porra nenhuma. Tinha a firme convicção de ter sido vítima de uma fraude.

Por Fernando Aramburu

Não deixemos que o ódio amargure nossas vidas.

Por Fernando Aramburu

Não fica chateado com isso, mano. É a lei da vida. No final, o esquecimento sempre ganha.

Por Fernando Aramburu

Saiu do ETA, dormiu bem. Ele já andava balançado em suas convicções de uns tempos para cá. Tudo influi: a solidão carcerária; as dúvidas, que são como mosquitos de verão que não param de rondar; certos atentados que, por mais que se esprema, não cabem no espaço cada vez mais estreito das justificativas habituais; os companheiros que considerou desertores num primeiro momento e agora compreende e, em segredo, admira.

Por Fernando Aramburu

⁠Você se esforça para dar um sentido, uma forma, uma ordem à sua vida, e no fim das contas a vida faz o que bem entende com você.

Por Fernando Aramburu

Aprenda muito na escola. Aprenda e aprenda. Não pare. Se você não aprender, está perdido, me escute.

Por Fernando Aramburu

Constatou: pedir perdão exige mais coragem do que disparar uma arma, do que acionar uma bomba. Essas coisas qualquer um faz. Basta ser jovem, ingênuo e ter sangue quente.

Por Fernando Aramburu

Os bárbaros adorariam que todos nós entrássemos no jogo deles. Desse modo teriam provas da existência dessa guerra que só existe na cabeça deles.

Por Fernando Aramburu

⁠Posso jurar que comecei a gostar mais da vida desde que sei que tenho nas mãos a alavanca para finalizá-la. Por essa razão, os momentos triviais acabaram para mim. Qualquer coisa que eu faça hoje tem um ar estimulante de despedida. De repente, tudo faz sentido (sim, Patamanca; sim, Camus), pois tudo acontece em relação a um ponto exato de referência. Agora, sim, agora é que acho realmente que a vida (os sete meses que me restam) merece ser vivida. A certeza do suicídio a torna apetecível, talvez porque, depois de experimentar o doce sabor da aceitação e da serenidade, eu me sinta liberto do que chamam do sentimento trágico da existência. Não tenho mais amarras. Nem as ideias, nem as coisas me prendem. O mundo seria, não sei se mais bonito, mas com certeza mais pacífico se todos soubessem desde a infância a hora exata da sua última inspiração de oxigênio.

Por Fernando Aramburu