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Fios de um acaso incompreensível se esticavam como cordas de piano pela minha vida, e nessa noite uma forja de fogo soldava passado e presente.
Não havia sofrimento ao embalar as coisas de uma vida da qual não nos lembrávamos, não havia arrependimento quando não estávamos deixando nenhuma recordação para trás.
De repente, a jornada para procurar as respostas não parecia tão assustadora, agora que eu sabia que não estava sozinha.
Nós nos despedimos daqueles que amamos milhares de vezes durante a nossa vida: a cada vez que saem pela porta de casa, a cada vez que desligamos o telefone, a cada aceno de adeus. Só não sabemos qual dessas despedidas será a derradeira. Não é para sabermos.
Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia.