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Não havia sofrimento ao embalar as coisas de uma vida da qual não nos lembrávamos, não havia arrependimento quando não estávamos deixando nenhuma recordação para trás.
De repente, a jornada para procurar as respostas não parecia tão assustadora, agora que eu sabia que não estava sozinha.
Nós nos despedimos daqueles que amamos milhares de vezes durante a nossa vida: a cada vez que saem pela porta de casa, a cada vez que desligamos o telefone, a cada aceno de adeus. Só não sabemos qual dessas despedidas será a derradeira. Não é para sabermos.
Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia.
Parece que algo, como um arame farpado invisível, nos mantém amarrados todos juntos. Você acha que já passou, acha que está livre, mas, se correr muito na direção oposta… bem, ele corta você.