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Por Claufe Rodrigues
"Como o tempo nos muda" comenta a velha senhora, velha poetisa, mirando a foto antiga na orelha da obra. Estação após estação ela amou o viço das cores, o sabor das rosas, a graça dos movimentos, o passar dos rios, as nuvens douradas tangidas pelo vento. Ano a ano alimentou-se de lírios e livros e amores poucos, porém intensos. O sol já não banha sua face com a juventude da brisa a mão erra pelas páginas, tocando paisagens mudas as letras tornaram-se miúdas, os amores se foram, os sonhos se incorporaram ao céu azul-negrume. Somos só perfume. As estações despertam sem pressa nascem todas por igual na muda do tempo que não muda sob terra e cal.