Frases e palavras de impacto de Claufe Rodrigues

8 frases cadastradas

“Sei que te bastam minhas mãos. Nelas podes ler as linhas do destino mover as estações do ano, alinhavar em língua de espanto a vertigem das manhãs. Minhas mãos, poderosas mãos, tão grandes que tocam as nuvens, tão fortes que calam os lábios tão ligeiras que podem tudo. Tão delicadas, e tão rudes. Minhas mãos, escravas mãos, de tuas vontades e virtudes.”

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“Escreva sua história na areia da praia para que as ondas a levem através dos sete mares até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes. Conte sua história ao vento cante-a nos bares para os rudes marujos olhos de faróis sujos. Escreva no asfalto, com sangue, grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na manhã seguinte pelos garis. Abra o peito na direção dos canhões derrube os muros de Berlim destrua as catedrais de Paris. Defenda sua palavra a vida não vale nada se você não tem uma boa história pra contar.”

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Nota: Trecho do poema Poesia não dá camisa, que costuma ser erroneamente atribuído a Pedro Bial.

“Poesia não dá camisa Mas o poeta Quando tem uma musa Não precisa de blusa Vive de brisa.”

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“Onde tudo começa?, pergunta a noiva impaciente ao esquivo poeta: no branco ou no preto, em que letra do alfabeto? O astronauta procura nas estrelas; a musa, na maré triste. Eu, que amo as manhãs sem compreende-las, creio que tudo começa onde nada existe.”

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“APRENDIZADO para meu pai Caiu no mar tem que nadar murmurava meu pai marinheiro tirando um bagre do anzol um cigarro do bolso traseiro Eu, sabedor de nada, azeitava o eixo do sol sonhando um dia conquistar o meu lugar à sombra E o mar era tão grande! E a minha imaginação, tamanha, quebrava além da arrebentação no redemoinho de uma música estranha Anda moleque, recolhe a rede carrega o peixe pra tua mãe cozinhar Era o pai me fisgando com o olhar E eu seguia suas pegadas pelos caminhos de areia ouvindo as ondas a murmurar como o canto de uma sereia: Caiu no mar tem que nadar... Caiu no mar tem que nadar...”

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“"Como o tempo nos muda" comenta a velha senhora, velha poetisa, mirando a foto antiga na orelha da obra. Estação após estação ela amou o viço das cores, o sabor das rosas, a graça dos movimentos, o passar dos rios, as nuvens douradas tangidas pelo vento. Ano a ano alimentou-se de lírios e livros e amores poucos, porém intensos. O sol já não banha sua face com a juventude da brisa a mão erra pelas páginas, tocando paisagens mudas as letras tornaram-se miúdas, os amores se foram, os sonhos se incorporaram ao céu azul-negrume. Somos só perfume. As estações despertam sem pressa nascem todas por igual na muda do tempo que não muda sob terra e cal.”

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“Meus filhos, meus heróis... São noites insones, mas não são noites vãs... E quando vocês forem fortes como uma tora E os dedos das mãos tocarem os céus, E seus lábios encontrarem outros lábios Entenderão de outro modo o que agora Já sabem mais do que os sábios.”

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“Sei que em alguma cidade deste planeta em ruínas uma pequena me ama de verdade. Posso sentir seu bafo no meu cangote quando saio pra tomar um trago.”

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