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Por Annita Costa Malufe
Por Annita Costa Malufe
onde termina o poema onde um ponto de suspensão apenas o poema não termina quando a linha roça a beira do papel tampouco a língua roça aquilo que ela alcança para além da página há o poema imaginado sempre uma imagem de poema desfazendo-se afundando um navio atracando-se no espaço um navio a cada vez refeito mas o corpo do poema não é imaginário tampouco a possibilidade de um limite não há limite apenas limitação a folha acaba a tinta acaba a língua é o ponto de desacordo roçar a página ancorar mas a cada vez apenas por um instante este inacabado este que nunca termina