tentei ser suave mas o corpo pesa
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Eu prometo que não dormiria por mais que meus olhos pesassem não os fecharia. eu ali, inerte, dura resistindo aos apelos de Morfeu deitada de frente a ti a contemplar tua insônia fazendo-lhe mil cafunés você pedindo imobilidade eu respirando o cheiro forte da química do teu cabelo em minhas mãos
Quero alguém para trançar-lhe os cabelos Sentar na grama Sou de terra Terra. Terra para os pés, firmeza Terra para as mãos, carícia
Sempre gostei do frescor e silêncio da noite. As ruas com poças ainda da chuva. Sombras coloridas nos olhos um homem passa um carro passa um rato passa não há ninguém além da noite já começo de amanhã.
quero a intimidade da liberdade do teu corpo em sono. ao prometer-lhe a novidade e o prazer de ser a primeira a dormir escravizei-me ao sonho teu.
Jamais lembrarei as palavras ditas saídas como vômito de algodão-doce sem filtro feito flechas tentando cegar aqueles olhos de capitu que me petrificavam e me botavam a falar como doida ou criança com sono, quizás. Fechou-se o bar. E aquela rua tão movimentada de dia! Parecia viagem parecia outra cidade.