Mais frases de John Barth!

Escadas de caracol Sempre São misteriosas: conturbam... Quando as desce, a gente Se desparafusa... Quando a gente as sobe Se parafusa (...)

Por Mario Quintana

Verso Avulso O luar é a luz do sol que está dormindo...

Por Mario Quintana

Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer.

Por Mario Quintana

Não olhe para os lados Seja um poema, uma tela ou o que for, não procure ser diferente. O segredo único está em ser indiferente.

Por Mario Quintana

O silêncio é um espião.

Por Mario Quintana

RECORDO AINDA Recordo ainda... e nada mais me importa... Aqueles dias de uma luz tão mansa Que me deixavam, sempre, de lembrança, Algum brinquedo novo à minha porta... Mas veio um vento de Desesperança Soprando cinzas pela noite morta! E eu pendurei na galharia torta Todos os meus brinquedos de criança... Estrada afora após segui... Mas, aí, Embora idade e senso eu aparente Não vos iludais o velho que aqui vai: Eu quero os meus brinquedos novamente! Sou um pobre menino... acreditai!... Que envelheceu, um dia, de repente!...

Por Mario Quintana

Poeminha Sentimental O meu amor, o meu amor, Maria É como um fio telegráfico da estrada Aonde vêm pousar as andorinhas De vez em quando chega uma E canta (Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!) Canta e vai-se embora Outra, nem isso, Mal chega, vai-se embora. A última que passou Limitou-se a fazer cocô No meu pobre fio de vida! No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo: As andorinhas é que mudam.

Por Mario Quintana

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo um carinho no momento preciso o folhear de um livro de poemas o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

Por Mario Quintana

O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.

Por Mario Quintana

Poeminho do Contra Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho!

Por Mario Quintana