A colheita Um relâmpago Azul de ilusão Riscou, no negro De um céu de dúvidas, O branco de seu nome… Afago De nuvens, Carícias, Derramadas Em grandes gotas, Que cresceram E inundaram a vida. Onda de ternura Tão pura Tão querida! Mas, quando o sol Brilhou no horizonte As águas Tinham lavado a terra, E não mais vinham Do alto rolando, Os risos das mãos Que plantaram as sementes Das juras Do amor eterno. E a terra lavada Secou ao sol, Partiu-se, Pedaço por pedaço, Desfazendo-se A ilusão engano, Passo a passo No caminho De um outro ano.