Por quê? De repente o vazio Traz o som do nada, E no silêncio que crio Vem a ausência de tudo. Parado, incrédulo, mudo Não quero sentir a falta Que cresce no corpo E na alma, e maltrata O coração vacilante Com as incertezas De amante, De tristezas. Por que ir adiante Na ilusão fugaz Do amor vivido? O amargor que vem à boca É a perda sentida, E lívido Busco compreender o partir Sem adeus, sem porquê.