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Sem a pequena morte de toda noite como sobreviver a vida de cada dia?
Por José Paulo PaesPor José Paulo Paes
Por José Paulo Paes
Eu vi um ângulo obtuso Ficar inteligente E a boca da noite Palitar os dentes. Vi um braço de mar Coçando o sovaco E também dois tatus Jogando buraco. Eu vi um nó cego Andando de bengala E vi uma andorinha Arrumando a mala. Vi um pé de vento Calçar as botinas E o seu cavalo-motor Sacudir as crinas. Vi uma mosca entrando Em boca fechada E um beco sem saída Que não tinha entrada. É a pura verdade, A mais nem um til, E tudo aconteceu Num primeiro de abril.
Sem a pequena morte de toda noite como sobreviver a vida de cada dia?
Por José Paulo Paes