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Sem a pequena morte de toda noite como sobreviver a vida de cada dia?
Por José Paulo PaesPor José Paulo Paes
Por José Paulo Paes
À tinta de escrever Ao teu azul fidalgo mortifica registrar a notícia, escrever o bilhete, assinar a promissória esses filhos do momento. Sonhas mais duradouro o pergaminho onde pudesses, arte longa em vida breve inscrever, vitríolo o epigrama, lágrima a elegia, bronze a epopeia. Mas já que o duradouro de hoje nem espera a tinta do jornal secar, firma, azul, a tua promissória ao minuto e adeus que agora é tudo História.
Sem a pequena morte de toda noite como sobreviver a vida de cada dia?
Por José Paulo Paes