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Mais frases e pensamentos de Guilherme Pintto

“Se eu preciso de ti? Eu sou mulher, garoto! Não guria. Eu acordo às 06h da manhã de segunda a sábado, 12h por dia, 4h de aula, 5h de sono. Eu não preciso pedir tua permissão para pagar minhas contas, nem te informar o dia do pagamento do meu aluguel. Aprendi a me virar cedo, a sair da barra da saia da mamãe. Tu não sabes nada da vida e tampouco entendes de amor. Eu sei que não li mais de dois livros do Mário Quintana, desconheço as citações de Shakespeare e que mal sei falar inglês. Não sou chiquetosa como essas piranhas que te ligam de seus iPhones no meio da madrugada te chamando para sair. Talvez eu não seja a mulher ideal. No entanto, eu me amo, sabe? Ando de ônibus, me visto como posso e vou até onde o dinheiro dá. Eu sei do meu valor e também conheço vários que sabem, também. É só eu estalar os dedos e consigo uma carona para São Paulo e volto dirigindo uma Land Rover. Mas, eu não sou mulher de interesses, sou de negócios. Eu negocio o carinho e em troca tu me ofereces o abrigo dos teus abraços e me alugas o teu coração. O que achas? Se ainda preferires, eu posso reservar algum tempo no meu horário de almoço, a fim de pedir uma ajudinha à Ana Maria Braga e te fazer um bolo, café, aquele cafuné. E ah, em questão de arrumar um tempo para nos amarmos, deixa comigo. Eu sou boa em dar jeitos e péssima em arranjar desculpas.”

“Sou mulher, não guria Se eu preciso de ti? Eu sou mulher, garoto! Não guria. Eu acordo às 06h da manhã de segunda a sábado, 12h por dia, 4h de aula, 5 horas de sono. Eu não preciso pedir tua permissão para pagar minhas contas, nem te informar o dia do pagamento do meu aluguel. Aprendi a me virar cedo, a sair da barra da saia da mamãe. Tu não sabes nada da vida, e tampouco entendes de amor. Eu sei que não li mais de dois livros do Mário Quintana, desconheço as citações de Shakespeare e que, mal sei falar inglês. Não sou chiquetosa como estas piranhas que te ligam de seus iphones brancos no meio da madrugada te chamando para sair. Talvez eu não seja a mulher ideal. Mas, eu me amo, sabe? Ando de ônibus, me visto como posso e vou apenas aonde o dinheiro dá. Portanto, eu sei do meu valor e também conheço vários que sabem também. É só eu estalar os dedos e consigo uma carona pra São Paulo e volto dirigindo uma Land Rover. Mas, eu não sou mulher de interesses. Sou de negócios. Eu negocio o carinho e em troca tu me ofereces o abrigo dos teus abraços. Eu te dou amor e tu me alugas o teu coração. O que achas? Se ainda preferires, eu posso reservar algum tempo no meu horário de almoço, a fim de pedir uma ajudinha à Ana Maria Braga e te fazer um bolo, um café, um cafuné.E ah, em questão de arrumar um tempo para nos amarmos, deixa comigo. Eu sou boa em dar jeitos, péssima em arranjar desculpas.”

“Amor abusado É engraçado quando estamos carentes que qualquer movimento diferente nos parece o amor chegando. É o cara que te oferece ajuda na academia, o motorista gentil que faz sinal para tu passares na faixa de segurança, a moça com o sorriso simpático no caixa do supermercado… Tudo é motivo para pensarmos que ali vai se dar início a uma nova história. Mas, será mesmo? Será que vai acontecer naquele momento? Será que o cara da academia vai te chamar para trocar uma ideia depois do treino? Ou o motorista vai te seguir e pedir teu número com o telefone dele na mão? Ou então a moça do caixa vai escrever um “me liga” na nota fiscal, tendo o seu número logo abaixo? Infelizmente, não! O amor não é assim. O amor é abusado. Ele entra com a casa bagunçada, de pijama, quando tem gente. Sem percebermos, ele se instala. Ele chega em meio a confusão, a euforia, a perda, a conquista. Mas, o que é amor? Quem é esse que tanto falam? Qual é desta insatisfação que torna tudo insatisfatório quando não o temos? Será que é tão importante amarmos e sermos amados? Eu percebi que sim, na minha quinta-série. Quando tive uma professora amarga e diziam que era mal-amada. Não tinha ninguém para compartilhar seus problemas, suas conquistas e muito menos as alegrias. Acabava que, no final do dia, era apenas ela e mais ninguém. Nada a motivava pelo que eu podia perceber. Foi se isolando tanto do mundo que, hoje, vive em um sítio com uns oito gatos e vai à cidade apenas para fazer compras, quando necessário. Eu tenho medo da solidão e, diga-se de passagem, que desde muito tempo já venho planejando meu “plano B”, caso eu não encontre este “tal amor”. Todo mundo anseia por isso, nem que seja bem lá no fundo. O desejo é unânime: querer cuidar e ser cuidado. Deixemos, então, a porta entreaberta para ele entrar. O amor acontece quando a gente menos espera. Quando pensamos: “este aí nunca vai ser o amor da minha vida!” E é. Dizem que ele chega para os mais distraídos, para aqueles que estão ocupados vivendo a vida com gosto, para pessoas com menos planos na agenda. Ele vem quando quer, e não quando queremos.”

“Eu gosto de quem abusa Eu gosto mesmo é do abusado, do abuso, de quem abusa. Gosto de gente que entra e não pede licença. Que atira o casaco em cima do sofá e não é educado a ponto de estendê-lo no cabide. De gente que te puxa pelo colarinho, ao invés de te pedir um beijo. Que te liga no meio da madrugada dizendo que vai enfartar de saudade. Que te sequestra na sexta-feira à noite e só te entrega na porta do teu trabalho na manhã de segunda-feira. Gosto de gente que tem sede pela vida, que te namora em cima de um colchão velho e lê tua citação favorita debaixo de uma árvore. Gosto de gente que assiste a teu filme favorito contigo pela milésima vez, mesmo sabendo que tu já decoraste todas as falas. Sou apaixonado por gente que para a conversa com os amigos apenas para te cumprimentar. Que te vê online e te chama no bate-papo. Que compartilha uma música que tu gostas e te chama para dividir a cama de solteiro no domingo à tarde. Gosto de mentes insanas, de beijos com sabor de vontade, de pele suada como se ainda fosse perfume. Gosto de calor abafado nas cobertas, de mãos bobas em horas ilegais, de risadas que evoluem para gargalhadas. Gosto da insanidade maquiada com a impressão de bom guri. Eu tenho paixão pela vida, pelo mundo, por viver. Gosto de pessoas que estejam prontas para seguir viagem. Que deixam a mochila ali, semipreparada no cantinho do quarto, desprendidas de qualquer acomodação. Aquele tipo de gente inteligente, que carrega a casa nos ombros e leva o significado de abraços como suas segundas casas. Afinal, o abuso só é merecido para quem se deixa abusar.”