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O ser humano é esquisito Armadilha de si mesmo Fala de amor bonito E aponta o erro alheio Vim ao mundo em um só corpo Esse de um metro e sessenta Devo a ele estar atenta Não posso mudar o outro
Vou pequena e pianinho Fazer minhas orações Eu me rendo da vaidade Que destrói as relações Pra me encher do que importa Preciso me esvaziar Minhas feras encarar Me reconhecer hipócrita
Dê suporte à mulher forte Quem sabe a gente muda a nossa sorte
Fiz em mim uma faxina e Encontrei no meu umbigo O meu próprio inimigo Que adoece na rotina
A covardia Impera sob a ignorância Mas a esperança É substância pra mudar Mudar as coisas de lugar