“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!" - Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: "Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?" Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?”
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Mais frases e pensamentos de Friedrich Nietzsche
“Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.”
Nota: A citação também costuma ser erroneamente atribuída a Raul Seixas, que a escreveu no livro "O Baú do Raul" (2006) sem indicação da verdadeira autoria, que pertence a Nietzsche.
Nota: A citação também costuma ser erroneamente atribuída a Viktor E. Frankl.
Nota: Adaptação de trecho do livro "Humano, Demasiado Humano"
“Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida.”
Nota: Versão adaptada de Link
“A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo.”