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Minha alma mergulha na tenebrosa noite Apavorada por onomatopeias sombrias Os calafrios me sucumbem como açoites Arrancam-me a pele pálida e fria O terror dilacera minhas fracas veias Manchando as vestes rasgadas e imundas Num devaneio permeado de pinturas feias Em que um mar vermelho sangue inunda Debato-me desesperadamente Sinto o fôlego acabar Submerjo lentamente Até meu corpo despertar
Pelas estatísticas, o lugar mais perigoso é a cama, pois é onde mais se morre.
As alegrias repentinas, assim como as mágoas, confundem a princípio.
Já abriste os olhos E pensaste É só gente aos molhos E a tua cara-metade ainda não encontraste Já prestaste atenção E ouviste bem Nada te tocou o coração Nada, nem ninguém Já respiraste fundo E sustes-te a respiração Não há ninguém neste mundo Que te dê a mão Já fizeste de tudo E nunca recebeste nada Não és um sortudo Não és uma pessoa amada.
O bom poeta não é o que faz rimas Mas o que sabe rimar Do que vale ir às vindimas Se não se sabe podar O bom poeta não é o que pensa Mas o que tem as ideias Do que vale uma dispensa Sem as gavetas cheias O bom poeta existe Ou ainda está para aparecer Só a dúvida persiste Só a resposta nos fará saber.
Escrevo como quem desossa a própria alma diante do espelho — e oferece cada osso como uma forma de renascimento.
Eficiência é a inteligência preguiçosa.
O mundo é uma caricatura perpétua de si mesmo; e a cada momento ele é a derrisão e a contradição do que pretende ser.
"De vez em quando você tem que fazer uma pausa e visitar a si mesmo."
Deus, envia-me para qualquer lugar, desde que vás comigo. Coloca qualquer carga sobre mim, desde que me carregues, e desata todos os laços de meu coração, menos o laço que prende o meu coração ao Teu.