Frases e Palavras de Impacto de Bruno Bezerra

25 frases cadastradas

“TODA MULHER Toda mulher deve ser amada No dia-a-dia conquistada No ser mãe endeusada Na cama desejada Na boca beijada Na alegria multiplicada No lar compartilhada No seu dia festejada Na tristeza consolada Na queda levantada Na luta encorajada No trabalho motivada No aniversário presenteada Na alma massageada Na beleza admirada Na dificuldade ajudada No cangote bem cheirada Na vida abençoada No mundo inteiro respeitada E sempre que possível... abraçada.”

Autor: Bruno Bezerra
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“APIPUCOS Sonhei caminhando num arco-íris Onde pareciam milhões As suas sete cores... Era um arco-íris modesto Enfeitado com árvores e flores Plantadas na praça e nas calçadas Onde passarinhos diversos Orquestravam a trilha sonora Em acordes que lembravam versos Com direito ao sol das sete horas E a doce sombra de outrora Mas quando acordara do sonho Notei que sonhara acordado Um sonho mimado Que nascera naquele mesmo instante Do encantamento de minhas visões Mas eu não estava maluco Eu estava em Apipucos Deslumbrado com a alma das cores... De seus ilustres casarões.”

Autor: Bruno Bezerra
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“BAÍA DOS PORCOS (Morro Dois Irmãos) Serenos são teus seios negros ao mar Ornatos supremos de um éden despido... Onde o regozijar nos faz te ver sem te olhar Na acepção de sentir o que ali está contido. Baía convergente da beleza de um lugar Onde um pouco da gente deixamos por lá E um muito de lá conosco sempre estará Na visão imponente que da ilha é o altar. Do mirante sentimos a veleidade... Voar Com a presença de Deus pairando ali no ar E em tuas águas assenhoreiam-se os desejos. Seios negros que aguçam os sentidos... Eis o mais belo dentre os bustos audazes Onde o esplendor enfeitiça olhares.”

Autor: Bruno Bezerra
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“SONETO DA AUTENTICIDADE (para o mestre Ariano Suassuna) Expoente muito mais do que digno Da alma e da autêntica cultura nordestina. Autor duma obra que traz um brio condigno Expresso em livros e no abrir das cortinas. Professor... Escritor... Igualou-se aos gênios E fez da aula, um nobre espetáculo Multiplicando o valor de cada vocábulo Como se todos tivessem algum irmão gêmeo. De vigorosa identidade e analogia cultural Porque Mateus, todavia preferiu os seus Tal qual na história do Movimento Armorial. Notável dramaturgo, mundialmente paraibano Que o Nordeste há tempos vem atiçando E o Brasil reverencia como Mestre Ariano.”

Autor: Bruno Bezerra
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“AGRESTE AZUL E ALARANJADO Paz de espírito e clima de Agreste Com vento bom de fazenda Num alpendre celeste E uma rede de renda. Passarinho assobiando Junto com o sol de fim de tarde E o vento perambulando Desprovido de vaidade. E o vento... O vento do Agreste é afetivo Como carinho de avô Aquele carinho sem motivo Ou melhor, o único motivo é o amor. E o cheiro de mato verde Correndo solto na campina Aprisionado pelo vento E pelo perfume... Da morena-menina. E um gosto alegre de milho verde Assado e cozinhado E mesmo sendo do céu O sabor é um pecado. E o som da poesia Musicada com a alegria Do xote e do baião Do forró e do xaxado. E o céu... O céu do Agreste Cenário azul e alaranjado Onde a tarde beija a noite E o sol dorme enluarado. Eita!... Que saudade do Agreste Do Agreste que vive em mim E esse... Esse nunca terá fim!...”

Autor: Bruno Bezerra
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“FINADO SENADO (dedicado ao 12 de setembro de 2007 no Senado Federal) Triste fim do Finado Senado No papel do descarado Insolente e desavergonhado Triste fim do Finado Senado Estrelando o gangrenado Arrogante e mal-intencionado Triste fim do Finado Senado Fingindo-se de coitado Sendo falaz e mascarado Triste fim do Finado Senado Vivenciando o desonrado Ímprobo e empenado Triste fim do Finado Senado Na pele do depravado Corrompido e desmoralizado Triste fim do Finado Senado Incorporando o desmascarado Sem moral e avacalhado Triste fim do Finado Senado Vivendo um desencarnado De alma vendida... ao diabo.”

Autor: Bruno Bezerra
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