Democracia deve ser mais do que dois lobos e uma ovelha votando sobre o que terão para o jantar.
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ADEUS SUPERHOMEM Um planeta é destruído no confim, A história se inicia ou esta no fim? Como acordamos de um pesadelo, Quando a Rapunzel não tem mais cabelo? Um pai, uma mãe lança a semente ao acaso. Como o mimo extremo lança jovem para o vaso. Vaso funerário de cinzas com as estrelas no espaço, Incertezas e duvidas às vezes faltou um abraço. O super-homem olha para céu a procura de seu planeta, Sua supervisão lhe permite ver sem uso de uma luneta. A mãe do mimado ao extremo olha ao céu em oração Onde deixei os meus sonhos tão amados cair ao chão? A esperança nasce quando ele encontra um sorriso, Quando ele vê que mesmo na dor o sorrir foi preciso. Cada passo ao lado da humanidade a decepciona, Deus puniu com o filho marginal, Ele o abandona. Ele é um exilado em seus sentimentos. Mesmo assim vive o melhor de seus momentos. Ela em nome do falso amor sempre falou “sim”, E agora o seu fruto encontra num poço sem fim. O super-homem poderia ser Deus Mas por amar tanto a nós a divindade deu adeus. A mãe que achou que o “sim” é o amor Infelizmente apenas está colhendo a dor. O herói e a mãe. O filho e a humanidade, E nós humanos perdidos em nossa idealidade. A nós basta do super-homem ter a sua fé E do exemplo da mãe “darmos no pé”! André Zanarella 28-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4412676
Ela une todas as coisas Como eu poderia explicar Um doce mistério de rio Com a transparência de um mar Ela une todas as coisas Quantos elementos vão lá? Sentimento fundo de água Com toda leveza do ar Ela está em todas as coisas Até no vazio que me dá Quando vejo a tarde cair E ela não está Talvez ela saiba de cor Tudo que eu preciso sentir Pedra preciosa de olhar Ela só precisa existir Pra me completar Ela une o mar Com o meu olhar Ela só precisa existir Pra me completar Ela une as quatro estações Une dois caminhos num só Sempre que eu me vejo perdido Une amigos ao meu redor Ela está em todas as coisas Até no vazio que me dá Quando vejo a tarde cair E ela não está Talvez ela saiba de cor Tudo que eu preciso sentir Pedra preciosa de olhar Ela só precisa existir Para me completar Ela une o mar Com o meu olhar Ela só precisa existir Pra me completar Ela une o mar Com o meu olhar Ela só precisa existir Pra me completar Une o meu viver Com o seu viver Ela só precisa existir Para me completar Ela une o mar Com o meu olhar Ela só precisa existir Pra me completar
Traga-me a vida de volta Agora eu vou lhe dizer o que eu fiz por você Chorei mil lagrimas Gritando, sangrando por você E você não quis me ouvir Talvez eu acorde Estou caindo para sempre Tenho que me libertar Eu tenho que respirar, não posso continuar assim Estou morrendo, afogada em você Eu não sei o que é verdade, Meus pensamentos estão confusos na minha cabeça Eu não posso confiar em mim Meu espírito dorme em algum lugar frio Chame-me, salva-me da escuridão Traga-me pra a vida Meu sangue tem que fluir Mais não consigo acordar Eu não posso acreditar que não puder ver Mantive-me no escuro mais você esta lá na minha frente Você não pode simplesmente me deixar Não me deixei morrer devagar Só você é a vida entre os mortos Sem seu toque Sem teu amor Estou congelando por dentro Traga-me, acorda-me Obrigue meu sangue a fluir Antes que eu me desfaça Salva-me do nada que me tornei Leve-me de volta pra casa
Amores urbanos Nostalgico como memórias antigas chegaria a ser um romance? Tem cheiro de café passado em coador de pano pela manhã falando em café, tem gosto intenso e ardente Soa como um romance jovem e maduro de cidade grande É paciente Acontece naturalmente É como se todos os momentos fossem efêmeros como a primeira vez, e inesquecíveis como a ultima. É sobre reflexões profundas, filososfias e conversas dispersas Sensações indescritíveis, sentimentos indefinidos Reconfortante como passeios aleatórios e dias chuvosos é como dias intensamente frios, me provoca na alma um incêndio silêncioso Nossa aura dança entre o ocaso e a noite, como sussurros da brisa gelada da madrugada Cabe a mim questionar, mas também sou humana! Sei lá, talvez seja coisa de ariana.
Narrativas de Um Pensamento Silencioso Às vezes me imagino narrando minha vida, como uma história dramática ou inspiradora o suficiente para se tornar um filme após minha morte, e servir de inspiração para outros grandes futuros pensadores que pisarão em nosso esplêndido planeta e, assim como eu, escrever algo após reflexões de um filme. Hoje vi "Tartarugas Até Lá em Baixo", um filme que eu não tive entusiasmo em ver, mas terminei mais surpreendida do que poderia imaginar. "Talvez seja uma infinidade de tartarugas, são tartarugas até lá embaixo." A nossa mente nos sabota o tempo todo. Podemos fingir ser confiantes, porém, mesmo que inconscientemente, desacreditamos de nós mesmos. Mas não pensamos que talvez nossa mente faça isso por já termos ciência de que somos capazes — somente não enxergamos isso. Sempre haverá algo para abrir nossos olhos e olhar para a vida como o mar de oportunidades que ela realmente é. A realidade é que grande parte das coisas ruins que enxergamos no mundo é porque queremos, mesmo não querendo. Mas acredite se quiser: o que abre nossos olhos é o amor. Quando presenciamos o amor, sabemos que o "tudo" não é tão ruim assim. Mas cabe a nós — e somente a nós mesmos — decidir o que realmente habita. Você pode olhar para o amor e vê-lo como um turista em meio ao mar de maldades, e pensar que já já ele irá embora. Ou olhar para os pontos negativos e ver que eles são passageiros, e o amor permeia. A vida só é ruim quando você quer que ela seja ruim.
Potencial Submerso Você é um mar de águas claras, cheio de peixinhos, pedras brilhantes, água fresca. Mas está em uma caverna, escondida. Quando o mundo se revolta, você se encontra com o sol — mas te encontram também. E te sujam. Não deixam você ser quem você é. Não deixam sua beleza se exaltar, muito menos aproveitam sua água fresca. Matam seus peixinhos. Te enchem de lixo. Você simplesmente não consegue ser o melhor de você. Não consegue ser você mesma. Você tem tanto potencial...
Perigo doce A cada segundo, a magia que você lançou em mim se espalha como fogo lento, invadindo cada canto da minha mente. A cada segundo, eu te desejo mais perto. Perto o suficiente para sentir sua pele, seu calor, o ritmo da sua respiração misturando-se à minha. Olhe nos meus olhos — de perto. Perto o bastante para enxergarmos o universo que existe em cada detalhe. Me permita te tocar. Te sentir sem pressa, sem barreiras, sem medo. Já não posso esperar. Nunca imaginei desejar algo com tamanha urgência. É insaciável, é desesperado, é perigoso. Você despertou em mim algo adormecido. Você me libertou. Mas também me expôs. E agora… eu estou em risco. Mas não recuo. Porque te querer assim me faz me sentir viva.
Antes, as pessoas acreditavam que quando alguém morre, um corvo leva sua alma para a terra dos mortos. Mas, às vezes, acontece algo tão ruim que a alma carrega uma tristeza terrível e não consegue descansar. Às vezes, só às vezes, o corvo pode trazer essa alma de volta para corrigir o que está errado.
DIA DE FRIO NO CERRADO (soneto) A manhã de nevoa branca e fria num úmido dia, e tão invernado em maio nas bandas do cerrado embrulhado pela geada ventania Ruflante folha, em triste romaria e a garoa, em um tom enxarcado num bale, do inverno anunciado: faz frio, frio que frio no frio viria Arfa no peito este frio ardente achega no cobertor cavaleiro é frio que sente, e mais sente Vergado, olhar gelado, cordeiro ó dia de frio no cerrado, gente escasso ao sertanejo costumeiro! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 maio, 2025, 169’29” – Araguari, MG Frente fria
Nossa cabeça está repleta de idéias ilusórias e regras convencionais que têm nos aprisionado em obrigações que nos limitam e paralisam. Já a alma não. Ela tem a sensibilidade espiritual natural que preserva nosso equilíbrio e bem-estar. Se seguirmos nossa alma, encontraremos o melhor caminho. É ela que sente e reage. Se prestarmos atenção a ela, perceberemos que há coisas que abrem nosso coração e nos deixam de bem com a vida e há outras que provocam aperto dentro do peito e nos incomodam. É assim que nossa alma fala conosco. Mas o que dificulta é que nos habituamos a valorizar o racional em detrimento dos sentimentos. A idéia de que somos maus, de que precisamos domar nossa fera interior e manter controle para não fazermos muitas besteiras, generalizou-se. Tememos que, se seguirmos os impulsos do coração e liberarmos nossos sentimentos, acabaremos fazendo coisas ruins. Para conquistar a admiração dos outros e sermos aceitos, entramos nas regras, sepultamos nossos sentimentos, enterramos nossos talentos e nos tornamos meros atores representando papéis de conveniência. Isso cria infelicidade, aquele vazio no peito, a depressão, o tédio. É isso que nos impede de ouvir os verdadeiros sentimentos, de abrir nossa intuição e valorizar nosso espírito.