Deixei a porta entreaberta sou um animal que não se resigna a morrer a eternidade na escura dobradiça que cede um pequeno ruído na noite da carne sou a ilha que avança sustentada pela morte ou uma cidade ferozmente cercada pela vida ou talvez não sou nada só a insônia e a brilhante indiferença dos astros deserto destino inexorável o sol dos vivos se levanta reconheço essa porta não há outra gelo primaveril e um espinho de sangue no olho da rosa.
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Curriculum vitae digamos que ganhaste a corrida e que o prêmio fosse outra corrida que não bebeste o vinho da vitória mas teu próprio sal que jamais escutaste ovações mas latidos de cães e que tua sombra tua própria sombra foi tua única
Persona o querido animal cujos ossos são uma recordação um sinal no ar jamais teve sombra nem lugar da cabeça de um alfinete pensava ele era o brilho ínfimo o grão de terra sobre o grão de terra o autoeclipse o querido animal jamais para de passar me contorna