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Por esta janela, cujo vidro ainda me protegerá do frio, observo gatos noturnos passearem pelos telhados e carros atravessarem a ponte, ao longe – gatos de aço passeando pela noite. Consigo ver um pouco de mim refletido no blindex por onde vejo os gatos, os telhados, a ponte, os carros, a noite, a cidade. Não sou tão nítido quanto a cidade; e assim sou eu.
Por Ederval FernandesMilagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que nós sabemos sobre a natureza.
Por Santo AgostinhoKana: – Permita-me uma pergunta. O que acontece depois que a neve derrete? Hatori: – Transforma-se em água. Kana: – Errou! Chega a primavera!
Por Fruits BasketÊxodo, EX, 1:14, e lhes amargaram a vida com dura servidão: preparar o barro, fabricar tijolos e fazer todo tipo de trabalho no campo. Todo este serviço lhes era imposto com tirania.
Por Êxodo, Antigo TestamentoII Samuel, 2SM, 18:22, Porém Aimaás, filho de Zadoque, tornou a falar com Joabe: - Aconteça o que acontecer, deixe-me também correr atrás do etíope. Joabe perguntou: - Por que você quer correr, meu filho, se não terá recompensa pela notícia?
Por II Samuel, Antigo TestamentoAtos, AT, 2:30, Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono,
Por Atos, Novo TestamentoEnterrei mais coisas nessa vida que um filhote de cachorro Nesse cemitério deserto, uma pausa para respirar. Olho em volta, um sem número de covas abertas, muita lama e poças de chuva, e nenhum guarda para me parar. O fato, amigo, é que enterrei mais coisas nessa vida que um filhote de cachorro. Talvez por herança genética, de velhos lobos hoje tão non sense, mas ainda assim, um filhote histérico, bobo, desesperado e nem por isso inocente. Respiro fundo. Tomo um gole antes de recomeçar e dou uma boa olhada em volta. Sei que o que é morto deve ficar morto, mas é preciso quando enterramos errado, sem partes, ou varremos dormindo e não falecido pra debaixo do tapete, de bruços ou sem pontos finais, sem lápides ou fortes trancas nos caixões. E como em uma gincana de crianças onde achar uma pista leva a outra, cada cova que eu abro me leva exaustivamente a uma diferente que ainda preciso abrir. A garoa fina desce pelo rosto, tomo coragem, ergo a pá com um brinde e vou para a cova seguinte. "-Mais uma rodada?", o barman pergunta. "-Espero que a última...", respondo com os olhos. Pois esse cemitério que carrego precisa dar descanso a esse coveiro cansado de enterrar erros e fraquezas e desculpas e pesos e medos. 01/03/2017
Por Nenê Altro