Mais frases de Branca de Neve - sendo Mary Margaret Blanchard - Once Upon a Time!

Pura inquietação não gera nada de novo. Reproduz e acelera o já existe! ⁠

Por Byung-Chul Han

⁠Se houver coragem de ir mais além, se constatará que a então realidade será muito mais leve do que era a possibilidade.

Por Soren Kierkegaard

Annabel Lee Foi há muitos e muitos anos já, Num reino ao pé do mar. Como sabeis todos, vivia lá Aquela que eu soube amar; E vivia sem outro pensamento Que amar-me e eu a adorar. Eu era criança e ela era criança, Neste reino ao pé do mar; Mas o nosso amor era mais que amor -- O meu e o dela a amar; Um amor que os anjos do céu vieram a ambos nós invejar. E foi esta a razão por que, há muitos anos, Neste reino ao pé do mar, Um vento saiu duma nuvem, gelando A linda que eu soube amar; E o seu parente fidalgo veio De longe a me a tirar, Para a fechar num sepulcro Neste reino ao pé do mar. E os anjos, menos felizes no céu, Ainda a nos invejar... Sim, foi essa a razão (como sabem todos, Neste reino ao pé do mar) Que o vento saiu da nuvem de noite Gelando e matando a que eu soube amar. Mas o nosso amor era mais que o amor De muitos mais velhos a amar, De muitos de mais meditar, E nem os anjos do céu lá em cima, Nem demônios debaixo do mar Poderão separar a minha alma da alma Da linda que eu soube amar. Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos Da linda que eu soube amar; E as estrelas nos ares só me lembram olhares Da linda que eu soube amar; E assim 'stou deitado toda a noite ao lado Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado, No sepulcro ao pé do mar, Ao pé do murmúrio do mar.

Por Edgar Allan Poe

Os demônios devem dormir, ou eles nos devorarão; devem ser mergulhados no sono, ou nós pereceremos!

Por Edgar Allan Poe

O CORVO Certa vez, quando, à meia- noite eu lia, débil, extenuado, um livro antigo e singular, sobre doutrinas do passado, meio dormindo - cabeceando - ouvi uns sons trêmulos, tais como se leve, bem de leve, alguém batesse à minha porta. É um visitante", murmurei, "que bate leve à minha porta. Apenas isso, e nada mais." Bem me recordo! Era em dezembro. Um frio atroz, ventos cortantes... Morria a chama no fogão, pondo no chão sombras errantes. Eu nos meus livros procurava - ansiando as horas matinais - um meio (em vão) de amortecer fundas saudades de Lenora, - bela adorada, a quem, no céu, os querubins chamam Lenora, e aqui, ninguém chamará mais. E das cortinas cor de sangue, um arfar soturno, e brando, e vago causou-me horror nunca sentido, - horror fantástico e pressago. Então, fiquei (para acalmar o coração de sustos tais) a repetir: "É alguém que bate, alguém que bate à minha porta; Algum noturno visitante, aqui batendo à minha porta; é isso! é isso e nada mais!" Fortalecido já por fim, brado, já perdendo a hesitação: "Senhor! Senhora! quem sejais! Se demorei peço perdão! Eu dormitava, fatigado, e tão baixinho me chamais, bateis tão manso, mansamente, assim de noite à minha porta; que não é fácil escutar. Porém só vejo, abrindo a porta, a escuridão, e nada mais. Perquiro a treva longamente, estarrecido, amedrontado, sonhando sonhos que, talvez, nenhum mortal haja sonhado. Silêncio fúnebre! Ninguém. De visitante nem sinais. Uma palavra apenas corta a noite plácida: - "Lenora!". Digo-a em segredo, e num murmúrio, o eco repete-me - "Lenora!" Isto, somente - e nada mais. Para o meu quarto eu volto enfim, sentindo n'alma estranho ardor, e novamente ouço bater, bater com mais vigor. "Vem da janela", presumi, "estes rumores anormais. Mas eu depressa vou saber donde procede tal mistério. Fica tranqüilo, coração! Perscruta, calmo, este mistério. É o vento, o vento e nada mais!" Eis, de repente, abro a janela, e esvoaça então, vindo de fora, um Corvo grande, ave ancestral, dos tempos bíblicos, - d'outrora! Sem cortesias, sem parar, batendo as asas noturnais, ele, com ar de grão-senhor, foi, sobre a porta do meu quarto, pousar num busto de Minerva, - e sobre a porta do meu quarto quedou, sombrio, e nada mais. Eu estava triste, mas sorri, vendo o meu hóspede noturno tão gravemente repousado, hirto, solene e taciturno. "Sem crista, embora" - ponderei -, "embora ancião dos teus iguais, não és medroso, ó Corvo hediondo, ó filho errante de Plutão! Que nobre nome é acaso o teu, no escuro império de Plutão?" E o Corvo disse: "Nunca mais!" Fiquei surpreso - pois que nunca imaginei fosse possível ouvir de um Corvo tal resposta, embora incerta, incompreensível, e creio bem, em tempo algum, em noite alguma, entes mortais viram um pássaro adejar, voando por cima de uma porta, e declarar (do alto de um busto, erguido acima de uma porta) que se chamava "Nunca mais". Porém o Corvo, solitário, essas palavras só murmura, como que nelas refletindo uma alma cheia de amargura. Depois concentra-se e nem move - inerte sobre os meus umbrais - uma só pena. Exclamo então: "Muitos amigos me fugiram... Tu fugiras pela manhã, como os meus sonhos me fugiram..." Responde o Corvo: "Oh! Nunca mais!" Pasmo, ao varar o atroz silêncio uma resposta assim tão justa, e digo: "Certo, ele só sabe essa expressão com que me assusta. Ouviu-a, acaso, de algum dono, a quem desgraças infernais hajam seguido, e perseguido, até cair nesse estribilho, até chorar as ilusões com esse lúgubre estribilho de - "nunca mais! oh! nunca mais!". De novo, foram-se mudando as minhas mágoas num sorriso... Então, rodei uma poltrona, olhei o Corvo, de improviso, e nos estofos mergulhei, formando hipóteses mentais sobre as secretas intenções que essa medonha ave agoureira - rude, sinistra, repulsiva e macilenta ave agoureira, - tinha, grasnando "Nunca mais". Mil coisas vagas pressupus... Não lhe falava, mas sentia que me abrasava o coração o duro olhar da ave sombria. ... E assim fiquei, num devaneio, em deduções conjeturais, minha cabeça reclinando - à luz da lâmpada fulgente nessa almofada de veludo, em que ela, agora, - à luz fulgente -, não mais descansa - ah! nunca mais. Subitamente o ar se adensou, qual se em meu quarto solitário, anjos pousassem, balançando um invisível incensário. "Ente infeliz" - eu exclamei. - "Deus apiedou-se dos teus ais! Calma-te! calma-te e domina essas saudades de Lenora! Bebe o nepente benfazejo! Olvida a imagem de Lenora! E o Corvo disse: "Nunca mais." "Profeta!" - brado. "Anjo do mal, Ave ou demônio mais irreverente que a tempestade, ou Satanás, aqui lançou tragicamente, e que te vês, soberbo, nestes desertos areais, nesta mansão de eterno horror! Fala! responde ao certo! Fala! Existe bálsamo em Galaad? Existe? Fala, ó Corvo! Fala!" E o Corvo disse: "Nunca mais." "Profeta!" - brado. "Anjo do mal, Ave ou demônio irreverente, dize, por Deus, que está nos céus, dize! eu to peço humildemente, dize a esta pobre alma sem luz, se lá nos páramos astrais, poderá ver, um dia, ainda, a bela e cândida Lenora, amada minha, a quem, no céu, os querubins chamam Lenora!" E o Corvo disse: "Nunca mais." "Seja essa frase o nosso adeus" - grito, de pé, com aflição. "Vai-te! Regressa à tempestade, à noite escura de Plutão! Não deixes pluma que recorde essas palavras funerais! Mentiste! Sai! Deixa-me só! Sai desse busto junto à porta! Não rasgues mais meu coração! Piedade! Sai de sobre a porta!" E o Corvo disse: "Nunca mais." E não saiu! e não saiu! ainda agora se conserva pousado, trágico e fatal, no busto branco de Minerva. Negro demônio sonhador, seus olhos são como punhais! Por cima, a luz, jorrando, espalha a sombra dele, que flutua... E a alma infeliz, que me tombou dentro da sombra que flutua, não há de erguer-se, "Nunca mais".

Por Edgar Allan Poe

⁠Como cheguei ao mundo? Por que não fui consultado a respeito e por que não fui informado das regras e regulamentos, mas simplesmente lançado nas fileiras como se tivesse sido comprado por um traficante de seres humanos? Como me envolvi nesse grande empreendimento chamado realidade? Por que devo estar envolvido? Não é uma questão de escolha? E se sou compelido a estar envolvido, onde está o gerente - tenho algo a dizer sobre isso. Não há gerente? A quem devo fazer minha reclamação?

Por Soren Kierkegaard

Jeremias, JR, 22:8, - Muitas nações passarão por esta cidade, e dirão uns aos outros: ´Por que o Senhor fez uma coisa dessas com esta grande cidade?`

Por Jeremias, Antigo Testamento

A chama murmura, a chama geme. A chama é um ser que sofre. Sombrios murmúrios saem desse inferno.Toda pequena dor é a representação da dor do mundo(...) A solidão não tem história. Toda minha solidão cabe numa imagem.

Por Gaston Bachelard

Romanos, RM, 9:4, São israelitas. A eles pertence a adoção, assim como a glória, as alianças, a promulgação da Lei, o culto e as promessas.

Por Romanos, Novo Testamento

E o vento certo vai soprar do mar Pode crer, que tudo vai dar certo...

Por Armandinho