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Lemos não para escapar da vida, mas para aprender como vivê-la de forma mais profunda e rica, para vivenciar o mundo pelos olhos do outro.
Sem um leitor, um livro era uma lousa em branco, um objeto sem respiração ou pulsação próprias. Mas quando um livro se tornava parte do mundo de uma pessoa, ganhava vida, com um passado e um presente – e, se bem cuidado, um futuro.
O número de vidas que somos capazes de viver é limitado apenas pelo número de livros que escolhemos ler.
Livros são sentimentos. Eles existem para nos fazer sentir. Para nos conectar com o que está dentro, às vezes, com coisas que nem sabemos que estão lá.
A vida das pessoas era definida não pelas cicatrizes que adquiriam, mas pelo que havia do outro lado dessas cicatrizes, pelo que era feito com a vida que lhes restava.